Um dia após o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgar um ranking de gestão do judiciário que mostrava o Estado de Alagoas na última posição, o CadaMinuto foi até um juizado na capital alagoana, que destoa da publicação e se coloca na posição de destaque, não apenas no cenário local, mas também nacional.

O 3º Juizado Especial Cível e Criminal da Capital, que tem como titular o juiz de direito Celyrio Adamastor Tenório Accioly, mostra números expressivos no atendimento a população e tem como prova, o recebimento de uma certidão por parte do Tribunal de Justiça, confirmando que do acervo de 1.218 processos virtuais cíveis, 216 processos virtuais criminais e 34 remanescentes processos físicos em andamento, totalizando 1.468 processos em tramitação, não possuindo qualquer processo aguardando a sentença.

Segundo o magistrado, a palavra gestão usada para avaliar os judiciários pelo Brasil, é fundamental para o resultado. “Planejamento e gestão. Esse é o trabalho que temos para colocar ordem aqui no juizado. Não adianta fugir disso, precisamos seguir as normas e colocá-las em prática”, disse.

Celyrio ainda afirma que as condições de trabalhos, unindo estrutura física e de pessoal, facilita o cotidiano, mesmo sendo atividades tão detalhistas. “Nós temos aqui uma estrutura pequena, mas funcional. Cada um sabe da sua atribuição e não foge disso. Temos liberdade de trabalhar. Eu, como titular, escuto os meus serventuários antes de qualquer coisa. Sem eles seria impossível”, afirmou.

Questionado sobre um possível descaso em outros setores do judiciário, bem como a falta de gestão que culminou nesse ranking negativo do CNJ, o magistrado preferiu não polemizar sobre o atual cenário.

“Há 17 anos estou neste juizado, como juiz auxiliar e depois titular. Estiver em vários locais diferentes, nem sempre com essa estrutura que temos hoje, mas sempre tentei mostrar serviço e por isso que estou aqui. Com relação a situação de outros setores, não posso afirmar, sem ver as reais condições de cada um”, pondera.

Para se ter idéia, enquanto outros setores do judiciário tem acúmulo de processos e partes interessadas esperando as sentenças, no 3 juizado, como os processos são todos virtuais, a papelada que se acumula se refere as cópias. Além disso, alvarás estão prontos há mais de um mês e não foram retirados.

 

O magistrado destacou inclusive, um caso inusitado de agilidade. “Estamos com um alvará no valor de R$ 23 mil e a parte interessada não veio buscar. Seria um ótimo presente de final de ano, é só vir buscar”, confidenciou.

Sobre a mudança na presidência do Tribunal de Justiça em janeiro, saindo o desembargador Sebastião Costa Filho para a entrada de José Carlos Malta Marques, Celyrio Adamastor afirmou que nada muda quanto a política de trabalho.

“Acho que o trabalho segue da mesma forma. Nós que conduzimos juizados, precisamos trabalhar por nós, pela população e pelo TJ. Da mesma forma que me empenhei para honrar o presidente Sebastião Costa Filho, irei me esforçar para fazer o mesmo com Malta Marques”, finalizou.