Na manhã desta quarta-feira, dia 19, o presidente da Câmara Municipal de Maceió, Galba Novaes (PRB), se reúne com uma equipe de técnicos do Senado Federal para discutir questões relativas a implantação de uma TV Aberta - com sinal digital - para transmitir as sessões da Casa de Mário Guimarães, além de produção de conteúdo feito pelo próprio parlamento-mirim.
A TV seria da ALE, mas a Câmara Municipal acabou tendo maior interesse e investiu no processo. No dia de ontem, 17, o acordo foi assinado em Brasília (DF). Além de Novaes, a capital federal recebeu uma verdadeira comitiva de vereadores no mandato e os eleitos (que ainda não são vereadores). Ora, gente em demasia para uma assinatura de contrato.
E outra questão: quem pagou as diárias dos que ainda não são vereadores, mas que estavam nesta comitiva? Ao que consta ainda não são funcionários do povo, muito menos da Câmara. É bom que o parlamento-mirim deixe claro. Afinal, se a moda pega! Evidente que a TV aberta é um avanço e tudo que contribua para a transparência e para que o cidadão avalie o desempenho de seu representante é bem-vinda. Logo, a TV - ao meu ver - deve ser sim elogiada e vista como uma grande conquista.
Mas, convenhamos, se era para deixar os vereadores eleitos a par do assunto, a Câmara Municipal poderia ter agido de forma mais parcimoniosa. Afinal, entre os atuais há eleitos que já estarão na futura Mesa Diretora. Se a viagem foi toda paga pela Câmara, seria uma forma de economizar custos. Se não, se os eleitos tiraram do próprio bolso para acompanhar as atividades a partir de um convite do presidente, aí sim é até de se aplaudir o interesse.
Questionei a assessoria de comunicação da Câmara Municipal quem foi que bancou a viagem completa - incluindo os eleitos sem mandato ainda - me solicitaram um tempo para a resposta, incluindo os valores. Estou no aguardo. No mais, cabe ao leitor avaliar a necessidade ou não dessa comitiva toda no momento da festividade da assinatura do contrato. Quanto à TV em si, vejo como boa iniciativa. Mas, não é o único - nem o mais eficiente - mecanismo de transparência e publicidade que a Casa deve adotar.
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