Nas redes sociais e em alguns blogs está sendo lançada - mais uma vez - a polêmica sobre a segurança das urnas eletrônicas. Isto relembra o caso envolvendo o atual deputado federal João Lyra (PTB), quando este foi candidato ao governo do Estado de Alagoas.

Ainda hoje - por exemplo - é possível encontrar quem questione a lisura do processo eleitoral que deu a primeira vitória ao governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). Deixo claro: não faço parte deste grupo, nem o fiz na época. Sempre acreditei que Vilela venceu aquela eleição de forma legítima. Ponto final.

Mas, o fato é que - mais uma vez - com base em um depoimento de um hacker, conforme alguns sites que noticiaram a matéria, se fala em uma suposta falha de segurança. Um dos textos se encontra no site do PDT, com o título: Voto Eletrônico: Hacker revela no Rio como fraudou eleição.

O personagem principal é o jovem hacker de 19 anos identificado apenas por Rangel. Ele teria mostrado - em um evento no Rio de Janeiro - como teria tido acesso ilegal e privilegiado à intranet. O crime foi protegido - se é que houve - em nome do debate e de mostrar a insegurança. Ah, tá!

Eis o que diz o jovem hacker: “A gente entra na rede da Justiça Eleitoral quando os resultados estão sendo transmitidos para a totalização e depois que 50% dos dados já foram transmitidos, atuamos. Modificamos resultados  mesmo quando a totalização está prestes a ser fechada”, explicou Rangel.

O hacker - vejam só - ainda se diz disposto, conforme o portal do PDT, a colaborar com as autoridades. O texto ainda cita políticos que teriam se beneficiado. Tá lá no site do PDT. Só ir olhar: http://pdt.org.br/index.php/noticias/voto-eletronico-hacker-revela-no-rio-como-fraudou-eleicao

Os promotores do debate são identificados no texto. A quem interessa o levante da questão? Seriam as urnas mesmos não confiáveis ou é só mais uma balela? Lenda urbana? Agora, já algumas pessoas me ligaram querendo reacender discussões por aqui - na Terra dos Marechais - com base em tais depoimentos. Ora, ora, ora...

O endereço do texto está aí, o leitor que faça seu julgamento. Eu, particularmente, tenho dificuldades de acreditar em Rangel, ou seja lá que nome o jovem invasor tenha.

Estou no twitter: @lulavilar