O senador Renan Calheiros (PMDB) foi enfático quando conversou sobre as eleicões da União dos Vereadores do Estado de Alagoas com este blogueiro. A pergunta é óbvia: Calheiros está disposto a participar do processo já que um peemedebista - o vereador por Cacimbinhas, Hugo Wanderley - participa do pleito? Ora, a influência e a participação de Renan Calheiros para garantir espaços ao seu partido é legítimo. O nome disto é política!

Mas, a fala contrária e cautelosa vem do próprio Calheiros: “eu ainda não discuti UVEAL. Tem que ter cuidado com interferências em uma eleição que é dos vereadores. Eles é quem devem avaliar a atual gestão para saber se ela deve continuar ou não. É um processo de vereadores. Não tenho a eleição da UVEAL como uma prioridade política”, colocou.

Renan Calheiros justificou as alianças do PMDB com muitos partidos que estão envolvidos no pleito, o que permitiu - segundo ele - o crescimento da sigla, eleição de prefeitos da agremiação, vereadores e aliados em todo o Estado. Disse ainda que o partido ajudaria a quem fosse do partido como puder ajudar. O distanciamento de Renan Calheiros nas declarações não se traduz na prática.

Durante a convenção partidária do PMDB, em que Hugo Wanderley esteve presente, Calheiros fez uso da palavra para pedir apoio ao jovem peemedebista na disputa pela UVEAL. Volto a frisar: é legítimo que Calheiros o faça e não se esperaria outra atitude de um cacique de uma sigla cujo um dos filiados pode alcançar um papel importante em uma entidade que pode ter destaque significativo.

Mas, o discurso cauteloso como tática de evitar arestas mesmo quando o assunto aparentemente é “café pequeno”... é de se estranhar sempre! Afinal, Renan Calheiros aplicaria a mesma lógica quando fala da presidência do Senado Federal, como retratei no blog em postagem de ontem. A lógica do “ainda é cedo” no discurso, mas “já é tarde e precisamos correr” na prática. Seria tão mais simples dizer que o branco é branco e que o vermelho é vermelho.  

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