O prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa (PMDB), foi o único - durante a convenção peemedebista - a falar do fato do partido está em campo oposto aos tucanos do Governo do Estado como oposição de fato. Sem meias palavras.

Indagado se faltava sintonia na oposição ao governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), ele foi enfático: “não acho que devemos ser oposição o governador. Não podemos ser oposição ao Téo, só por ser oposição. Temos que ser uma oposição com projeto e conteúdo programático e oferecer isto a população para que ela escolha entre duas possibilidades, a melhor alternativa”.

Barbosa fez críticas a forma como governo do Estado tem trabalhado políticas públicas direcionadas a Educação, em especial ao ensino médio e ao ensino profissionalizante. “Investir em Educação não é apenas uma questão social, mas de economia, pois reverte-se os índices de um país, impulsionando-o ao crescimento e ao desenvolvimento”, frisou.

Ele citou o exemplo de Arapiraca, frisando que a última escola destinada ao ensino médio foi construída há mais de uma década. “Fizemos investimentos na educação básica e temos hoje 35 mil alunos. Quando eles forem para o ensino médio, eles vão para onde? Há falta de investimentos neste sentido. Também cito a falta de um olhar voltado ao ensino profissionalizante”, acresceu.

Barbosa fala do tema como um dos exemplos que poderiam ser postos em um conteúdo programático, de um projeto, segundo ele. Falou também do PIB alagona como - segundo ele - muito baixo em relação a média, mas lembrou que não pode ser visto apenas como um problema de governo, mas estrutural. Se este discurso será encampado por um “futuro candidato” a partir do ano que vem, quando estará sem mandato, Barbosa foi cauteloso: “não sei se serei candidato em 2014. Pertenço a um grupo e preciso discutir com este. O que sei é que a partir de 1º de janeiro de 2013 estou desempregado”.

Luciano Barbosa é um dos grandes nomes do quadro do PMDB. Uma carta na manga que pode ser lançado em qualquer espaço, desde uma candidatura à Assembleia Legislativa (o mais improvável) até o Governo do Estado, passando - evidentemente - pelo Senado Federal e a Câmara. Mas, conforme o prefeito de Arapiraca esta discussão ainda não foi iniciada. Será?

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