Com duas horas de atraso, começou na manhã da sexta-feira a reunião entre chefes de Estado dos membros plenos do Mercosul, no Palácio Itamaraty, em Brasília. A expectativa é de que o encontro aborde temas como a crise internacional, o protecionismo europeu, além da aspiração de Bolívia e Equador de se tornarem membros plenos do bloco.

"O ingresso da Bolívia no Mercosul, a situação da Europa, que provavelmente tem melhores condições para poder fazer negócios que não foram possíveis no passado - me refiro às barreiras do protecionismo agrícola. Poderia haver um clima mais favorável", disse o presidente Uruguaio José Mujica, após reunião bilateral com a presidente Dilma Rousseff.

Sobre o pleito equatoriano, Mujica preferiu não declarar se neste encontro o país vai oficializar seu interesse em um assento pleno na união aduaneira. "Parece que vai pedir para ser observador, mas não tenho confirmado", disse.

Indagado sobre seu relacionamento com as presidentes Dilma Rousseff e Cristina Kirchner, o presidente uruguaio preferiu o tom diplomático. "Eu me dou bem com todas e muito mais com os vizinhos. O Uruguai é um algodão entre dois cristais", esquivou-se.

Venezuela

Novata no bloco, a Venezuela não está sendo representada por seu presidente, Hugo Chávez, que estava em tratamento de saúde em Cuba e chegou nesta sexta a Caracas. A ausência já era esperada, mas surpreendeu o fato de o vice-presidente e chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, também não ter aparecido na primeira reunião ordinária do Mercosul após a entrada do país no bloco. No encontro entre chefes de Estado dos membros plenos, é o ministro de Minas e Energia Rafael Ramírez que representa a Venezuela.