O senador Renan Calheiros (PMDB/AL) - que já vem sendo colocado na imprensa nacional como futuro presidente do Senado Federal - negou que tenha participado de articulações neste sentido, em conversa com este blogueiro. Ele afirma justamente o contrário do que é posto em bastidores.
De acordo com os bastidores políticos, as articulações estão avançadas e não há sequer candidatura de oposição a Renan Calheiros que se sustente, mas ao ser indagado sobre o assunto, o peemedebista é enfático: “a eleição do Senado Federal será em 1º de fevereiro e não há razão para se antecipar esta discussão”, colocou.
Renan Calheiros diz que a especulação na mídia existe pela razão do PMDB ter alcançado o direito de indicar o presidente da Casa. “É uma indicação natural, em função do espaço que o partido tem hoje, mas eu - particularmente - não tenho isto como uma prioridade. Eu já fui presidente do Senado e acho que não é bom que este discurso seja antecipado”, frisou.
Questionei ao peemedebista o fato de que imensa maioria do Senado Federal já apontava para sua vitória, o que o mostrava como um grande articulador. Renan Calheiros respondeu de forma bem humorada: “quem dera!”. Para Calheiros - de fato - não é boa a antecipação da discussão com uma confirmação dele, pois pode simbolizar trazer velhos fantasmas de uma presidência passada.
Mas, nos bastidores de Brasília (e isto é inegável) é forte a tendência de Calheiros retornar à cadeira que hoje é ocupada pelo também peemedebista José Sarney. O senador alagoano conversou com este blogueiro durante a convenção do PMDB, que ocorre na tarde de hoje.
A convenção reconduz Renan Calheiros à presidência do partido. É o peemedebista que dará as cartas na legenda - como já é! - na construção dos caminhos para 2014. Sobre as futuras eleições estaduais - por lógica - Renan Calheiros é mais cauteloso ainda. Diz apenas que o PMDB - pelo que cresceu neste ano - terá candidatos em todas as esferas.
“O partido tem como meta apresentar nomes para todos os postos em disputa (Governo Estadual, Senado Federal, Assembleia Legislativa e Câmara Federal) e manter o amplo campo de alianças que conquistou, mas ainda é muito cedo para se falar em nomes e antecipar uma conjuntura”, finalizou.
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