Membros do Fórum Permanente da Saúde visitaram, na manhã desta segunda-feira (03), a Maternidade Escola Santa Mônica, no bairro do Poço, com o objetivo de verificar as condições de funcionamento do local, que costuma ficar superlotado, com gestantes instaladas nos corredores, devido à carência de leitos em Alagoas.
Estiveram presentes o Corregedor James Magalhães, que coordena o fórum, a vereadora Heloísa Helena, que faz parte da Comissão de Saúde da Câmara de Maceió, o deputado estadual Judson Cabral, a defensora pública da União, Luani Melo entre outros.
Na oportunidade, houve uma reunião com funcionários da maternidade, que relataram, inclusive a Sirlene Patriota, representante da Rede Cegonha, programa do Governo Federal, os problemas que continuam sendo enfrentados com alimentação, excesso de trabalho, falta de segurança e materiais, baixos salários e até devido à presença de ratos, baratas e escorpiões nas instalações.
Segundo médicos da maternidade, um dos principais motivos da superlotação da Santa Mônica é o fechamento de outras maternidades como a Paulo Neto e a São Rafael, que recebiam gestantes de baixo risco e ainda, a falta de interesse do poder público em fiscalizar os serviços.
Rita Lessa, diretora da Santa Mônica, afirmou que a presença dos representantes do fórum serviria para pedir ajuda e chamar a atenção para as condições estruturais da maternidade. "Temos projetos para reformas, mas faltam verbas. Mesmo assim as perspectivas são boas. Não queremos esconder os problemas e sim, que eles sejam mostrados e resolvidos", desabafou.
James Magalhães afirmou ser necessária a interação, ouvindo os funcionários, para chegar a uma solução. "Atualmente a maternidade tem 42 leitos ocupados quando a capacidade é de 23. Um dos objetivos do fórum também é melhorar o sistema de saúde alagoano", disse ele, solicitando que a direção da maternidade, junto com os funcionários, encaminhe relatório sobre a situação para ser exposto na próxima reunião do Fórum da Saúde, que será no dia 10 deste mês.