iPad ou Notebook? Muitos já se depararam com essa questão, especialmente no momento de escolher em qual deles investir quando precisamos de mobilidade e de uma alternativa aos nossos desktops.
Com o lançamento ininterrupto de tablets e smartphones cada vez mais impressionantes, muitas pessoas vislumbram uma nova era na tecnologia, amplamente chamada de “Era Pós-PC“. Essa expressão traz implícita a ideia de que esses novos gadgets, como o iPad por exemplo, invariavelmente substituirão os tradicionais desktops e notebooks.
E aí que surge a polêmica: enquanto muitos afirmam que já é possível substituir notebooks por tablets (iPads, no nosso caso), outros reafirmam que notebooks seguem insubstituíveis em muitas tarefas. É dentro dessa polêmica que você se coloca quando precisa escolher um dos dois: afinal, compro um iPad ou um notebook?
Para te auxiliar nesse dilema, separamos abaixo as principais características que fazem de iPads e notebooks produtos semelhantes e diferentes. Destacamos também links para outros artigos que certamente ajudarão você a realizar a melhor escolha para o seu caso.
iPad: o que faz dele um produto excelente
Tablets e seu modelo tecnológico, com o iPad à frente, vieram para ficar. Parece uma afirmação bem óbvia considerando o momento atual, mas vale a pena repetir. Segundo estudo da NPD DisplaySearch, a venda de tablets superará a venda de notebooks em 2016 e nós destacamos abaixo os motivos que levam e levarão tantas pessoas a comprar iPads. Quem sabe você encontra um motivo para comprar o seu…
Extrema portabilidade, funcionamento instantâneo e duração da bateria – Esses motivos são apresentados pela própria pesquisa que citamos acima. Quem compra iPads comumente cita esses dois benefícios como motivo de sua escolha. A portabilidade extrema se dá no seu peso e dimensões, vantagens inegáveis, assim como a duração de sua bateria.
Navegação na web, redes sociais e leitura em geral - iPads respondem por 98% da navegação na web em tablets e cumprem muito bem essa tarefa. Seu navegador nativo (Safari) e as outras excelentes opções disponíveis (como o Google Chrome) oferecem uma navegação fluída que se torna muito peculiar por dois motivos: (1) as características próprias da interação touch e (2) a gama de sites adaptados para o iPad. Pontos polêmicos, como a falta de suporte para o formato Flash, não atrapalham essa grande característica positiva. E, claro, o acesso à redes sociais por meio de aplicativos ou até pelo navegador é otimizado e eficiente.
O uso para leitura também é outro ponto muito destacado por compradores de iPad e, de forma complementar, o mercado editorial contempla grandemente esse formato nas suas publicações. A leitura de feeds e notícias torna-se mais simples e prazerosa por meio de ótimos aplicativos, como o FlipBoard, Google Currents e outros. Não faltam ofertas de revistas e livros adaptados ao “formato iPad”.
Entretenimento – Esse é um dos principais usos do iPad: entretenimento oferecido pelo seu amplo ecossistema de aplicativos. Segundo relatório da Distmo, o mercado de aplicativos cresceu 83% no Brasil e grande parte desse crescimento se deu pelo consumo de jogos. Vale ressaltar aqui que trata-se, principalmente, de jogos casuais. Destacam-se também os aplicativos para consumo de conteúdo: vídeo, música, HQs…
Notebooks são …como posso dizer?…. notebooks :lol: !
O título acima parece tolo, mas realmente não há muito que falar sobre notebooks, além do que todos já sabem sobre eles. O que não podemos ignorar é a variedade que se abre aqui: há notebooks com diferentes configurações de hardware, tamanho, desempenho e faixas de preço. Para manter o objetivo deste texto, destacamos abaixo funções que, basicamente, quase todo notebook pode oferecer e que consideramos os principais diferenciais em relação ao iPad para o usuário médio.
Edição avançada de documentos Office – Não adianta: por mais que bons aplicativos para editar documentos sejam oferecidos para iPad, eles não conseguem igualar a quantidade de opções encontradas tanto no pacote Office da Microsoft como nas alternativas (OpenOffice, LibreOffice…) utilizadas em notebooks. Você precisa formatar o texto de um trabalho acadêmico? Vai produzir uma planilha mais completa? O texto que você escreverá precisa de imagens, hiperlinks e tudo o mais? O iPad não te ajudará por completo e você precisará de um notebook.
Trabalho elementar com arquivos de imagem - Por trabalho elementar com imagens consideramos, por exemplo, retirar fotos de sua câmera digital, recortá-las, anexá-las em emails ou redes sociais, organizar álbuns, renomear imagens… muitas dessas tarefas poderiam ser realizadas em um iPad, porém sem a facilidade e agilidade com a qual elas podem ser realizadas em um notebook.
Características de hardware - O que motivou esse último tópico pode ser resumido a isso: porta USB. Se no seu cotidiano há a necessidade permanente de utilizar um pendrive ou, como citado acima, trabalhar com as fotos de sua câmera digital… o iPad realmente vai ficar devendo. Cito também o armazenamento e a transferência de arquivos: nesse quesito, um notebook é muito mais vantajoso.
Conclusão
É preciso levar em consideração, no momento de qualquer compra, as nossas reais necessidades, ainda mais quando escolhemos entre produtos aparentemente tão semelhantes. Quero algo para suprir necessidades que se impõem no meu dia-a-dia? Ou é simples desejo de um produto que, acredito, me trará satisfação?
Considerando o quesito necessidade, nossa sugestão é simples:
Se você consegue centralizar as atividades mais “pesadas” no seu desktop e pretende algo para leitura, internet, entretenimento e edição simples de texto, vá de iPad. Se você é daqueles que pretendem manter sempre à mão todas as principais funcionalidades do seu desktop, vá de notebook. De um jeito ou de outro, pense sempre na sua necessidade, na dinâmica de seu cotidiano e do quanto sua escolha trará benefícios para você.
Alguns conseguem substituir plenamente seu notebook por um iPad… outros não pretendem realizar essa substituição. Qual é o seu perfil?
Sugerimos esse interessante artigo publicado no BR-Mac.org que traz o relato de um jornalista que tornou o iPad seu principal computador.
Sugerimos também essa reportagem do Jornal da Globo que esclarece conceitos como notebook, netbook, tablets e smartphones.
Embora esse texto foque a necessidade de uma escolha entre dois produtos que possuem semelhanças, a verdade é que eles são complementares. Vale muito a pena observar o estudo “O Novo Mundo Multi-screen: a compreensão do comportamento do consumidor multi-plataforma” publicado pelo Google. Ele mostra que nós, cada vez mais, realizamos nossas atividades através das múltipla “telas” do nosso cotidiano: televisão, smartphone, tablet, desktop, notebooks… tudo se conecta e se complementa.
