O clube Fênix serviu como palco para o Sindicato dos Trabalhadores da Educação criticar duramente o governador Teotonio Vilela Filho (PSBD) e, em especial, o secretário de Estado da Educação, Adriano Soares. A mobilização, que reuniu diversas categorias e movimentos sociais, ganhou as ruas da capital na manhã desta quinta-feira (29).
Os professores seguem na rotina em busca do Plano de Cargo, Carreiras e Salários (PCCS) sonhado há vários anos. Em recente reunião com Vilela, os servidores da educação foram informados da incapacidade do Executivo em bancar a implantação do Plano. “O governador é um gestor que trabalha apenas para a elite. Ele deveria nos respeitar. Esse secretário (Adriano Soares) é um ditador e agora tomou para si o conselho estadual de educação”, esbravejou a presidente Sinteal, Maria Consuelo.
A mobilização acontece dias após o presidente do Tribunal de Justiça, Sebastião Costa Filho, decretar a ilegalidade da greve promovida pelos professores. “Muitas escolas estão funcionando oferecendo risco às vidas dos alunos. Infelizmente nada é feito diante das várias reclamações dos professores. É imprescindível discutir o tema e encontrar uma solução urgente. Não podemos ser responsabilizados pelo prejuízo ao ano letivo dos alunos”, pontuou.
As categorias protestaram e repudiaram veementemente a contração do empréstimo bilionário por parte do governo de Alagoas. Eles alertam para a necessidade das discussões sobre a real necessidade da dívida milionária.
Já os movimentos agrários pedem a elucidação de vários crimes que resultaram na morte de militantes que aconteceram nos últimos anos. Em especial, a prisão dos envolvidos na morte do agricultor e dirigente estadual do MST de Atalaia, Jaelson Melquíades. Ele foi morto com tiros na cabeça após uma reunião em um acampamento. O crime aconteceu há 7 anos.



