A polêmica implantação da “Zona Azul”, que está em pleno processo licitatório, continua gerando polêmica e na manhã desta terça-feira (27), um “buzinaço” em frente a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), contando com a presença de estudantes taxistas e a população em geral, protestou contra a medida que já ganhou contornos judiciais.

O protesto que teve início às 09h da manhã em frente a SMTT, teve sequência com os manifestantes seguindo uma carreata pela Avenida Fernandes Lima e encerrando o protesto em frente a Câmara Municipal de Vereadores, no Centro de Maceió.

Segundo a presidenta da CUT-AL, Amélia Fernandes, o decreto da Prefeitura é absurdo porque representa a privatização de áreas públicas, em locais como a orla marítima e o centro da cidade, muitos deles utilizadas como espaços de lazer por estudantes. “Não tem sentido o prefeito, nas últimas semanas de seu mandato, adotar uma medida como essa, que fixa a cobrança de três reais por hora para as vagas de estacionamento em algumas ruas.”

Amélia lembra que o procedimento está sendo questionado pelo Ministério Público Estadual. O promotor Marcos Rômulo, da Fazenda Pública Municipal, pretende entrar com ação para anular o processo licitatório que escolheu a empresa Tetran, de Goiás, para administrar cerca de 10 mil vagas de estacionamento nas ruas de Maceió.

Segundo o MP, o caso é de licitação para “uso de bem público por empresa privada”, o que depende de aprovação da Câmara de Vereadores, após realização de audiências públicas, coisa que não foi feita pela Prefeitura.

“A CUT-AL parabeniza e faz coro com essa reação do Ministério Público Estadual e e por isso está convocando todos os movimentos sociais e entidades para uma grande mobilização do dia 27 contra a tentativa da prefeitura de privatizar as ruas”, afirmou Amélia Fernandes.

“Precisamos pressionar o prefeito a revogar a medida, que é prejudicial à população de Maceió e mostrar que ele não pode deixar a Prefeitura com uma marca negativa, repassando à população esse ônus”.