Cinco candidatos depositaram nas urnas a esperança de assumir por três anos (2013/2015) a presidência da Ordem dos Advogados da Brasil, seccional Alagoas (OAB/AL). Rachel Cabús, Welton Roberto, Claudia Amaral, Marcelo Brabo e Thiago Bomfim chegaram confiantes na vitória, no Centro de Convenções de Maceió, pregando uma votação de paz, honestidade e com o sentimento de dever cumprido.
Com uma hora e dez minutos de atraso, as cabines de votação foram abertas e os advogados e candidatos puderam, finalmente, votar. De acordo Claudia Amaral, que leva no peito o lema “Nossa Ordem é Outra”, os membros da sua chapa representam a mudança. “Nós acreditamos que o eleitor vai reconhecer que o nosso grupo traz a verdadeira alternativa, ou seja, a única chapa de oposição”, destacou.
Apesar de apresentar fortes argumentos para adiar a votação, Amaral não teve sucesso no pedido apresentado a Comissão Eleitoral. À reportagem, ela se mostrou bastante preocupada. “A falta de estrutura pode comprometer a legalidade do pleito. Usamos instrumentos legais, mas infelizmente não tivemos êxito. Agora, resta torcer para que tudo ocorra de forma tranquila”, comentou.
O candidato Welton Roberto, que lidera a chapa “Prerrogativa é a Ordem”, lamentou que a eleição fique marcada na história da OAB devido às recorrentes denúncias e ataques pessoais. “Espero, de coração, que os ânimos fiquem tranqüilos durante todo o dia. Também acredito que os advogados vão escolher o melhor, nós. Sem pressão política, financeiras ou interesses de patrões”, ponderou.

Welton classificou o pleito de 2012 como um dos piores oferecidos aos advogados. “Acredito que os companheiros mereciam, essencialmente, uma campanha de alto nível. Infelizmente não possível. Compra de voto, ataques pessoais e denúncias foram os ingredientes. Agora, após eleições, espero que o convívio seja restabelecido. Sou cristão e acredito no poder do perdão”, pontuou.
O candidato Thiago Bomfim, que levanta a bandeira “Renova OAB”, disse acreditar que todas as pessoas envolvidas nas denúncias têm o direito a se defender e que essa postura fortaleceria a entidade. “Os fatos pontuais não comprometem a lisura do pleito. Em qualquer eleição existem denúncias de ilícitos praticados por candidatos, mas são fatos isolados. Porém, toda e qualquer denúncia que ponha em xeque a lisura e postura de algum apoiador deve ser investigada. É a lei natural”, expôs.

A candidata Rachel Cabús, que encabeça a chapa “OAB Para Todos”, disse estar bastante confiante no resultado. “Estamos otimistas. Espero que tudo ocorra com calma e que os candidatos se comportem com muita ética, dignidade e caráter. Que a OAB para Todos saia vitoriosa da disputa. Estou com fé em Deus que tudo vai dá certo”, comentou.

Já o advogado Marcelo Brabo, que lidera o grupo do “Mais OAB”, lamentou que o pleito tenha sido recheado de denúncias. “A expectativa é completamente positiva. Nosso grupo se comportou com ética e fizemos o bom combate, ou seja, mostramos propostas. Refutamos a postura dos candidatos que não têm propostas. Nosso grupo vai reconstruir a imagem da OAB”, prometeu.


