As ocupações irregulares existentes nas margens da AL 101-Sul e BR-424 serão alvo de ações conjuntas de diversos órgãos. Durante uma reunião realizada hoje (22), na sede do Instituto do Meio Ambiente (IMA), foi discutido o levantamento que aponta sérios impactos ambientais causados por falta de infra-estrutura e ordenamento do uso e ocupação do solo em dois diferentes pontos.
Estiveram presentes na reunião os representantes do Comitê da Bacia Hidrográfica do Complexo Estuarino-Lagunar Mundaú-Manguaba (CELMM), da Área de Proteção Ambiental (APA) de Santa Rita, Departamento de Estradas e Rodagens (DER), Secretaria de Patrimônio da União (SPU) e Prefeitura de Marechal Deodoro.
O grupo discutiu os levantamentos apresentados nos dois relatórios que mostram a progressão e agravamento de problemas como a supressão de vegetação. “Se nada for feito a tendência é que, com a duplicação da rodovia, aumente a ocupação desordenada”, disse Adriano Augusto, diretor-presidente do IMA.
O problema na AL 101-Sul é a condição das edificações existentes após a ponte Divaldo Suruagy. Já na BR-424 o mais grave é a ocupação existente em uma área de manguezal nas imediações da ponte de acesso ao pólo cloroquímico. Ali, de 2002 a 2012, o número de edificações cresceu 261%, ou seja, aumentou de 39 para 102. O mais espantoso é que a área de 229,50m² de cobertura vegetal de mangue diminuiu para zero.
As duas situações se agravam por causa da localização: Área de Proteção ambiental (APA) de Santa Rita e por acontecer dentro de uma Área de Preservação Permanente (APP). Segundo o representante do DER, José Maciel, há outras ocupações que foram notificadas e já foi estabelecido um prazo para saída do local. Os maiores problemas, além da supressão da vegetação, são: aterro e compactação do solo, lançamentos de resíduos sólidos e efluentes, com consecutiva perda da biodiversidade.
Os relatórios apontam ainda que, nos dois casos, quando as ocupações foram iniciadas, as áreas se apresentavam antropizadas, mas nesse tempo o processo foi intensificado. “Nós queremos parar com esse tipo de ocupação, não podemos permitir que se criem mais construções desordenadas em direção a lagoa e se não fizermos nada é isso que vai continuar a acontecer”, disse Adriano.
Os participantes da reunião decidiram que, em pouco tempo, será feita uma ação conjunta na área da AL 101-Sul e todos que estiverem com construções, onde deveriam haver mangue, serão notificados. Já no caso da BR-424 será feito um levantamento da quantidade de residências e aspectos sócio-econômicos, para que a prefeitura de Marechal Deodoro seja acionada e tome as devidas providências.
Órgãos definem ação conjunta para conter ocupações irregulares
22/11/2012, 13:50 - Maceió
Por Redação

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