Após o anúncio da saída de Paulo Brêda e Adriano Argolo, quem pediu para se retirar da chapa 'OAB para todos', encabeçada por Rachel Cabús, foi o defensor público Ricardo Melro. A poucas horas da eleição, que acontece nesta sexta-feira (23), no Centro de Convenções, os grupos estão tensos e o clima nos bastidores é de guerra.
A assessoria de imprensa da Chapa confirmou a informação, porém, não quis ofertar maiores detalhes. Melro concorria ao cargo de Conselheiro Federal. As eleições ganharam repercussão nacional após a divulgação de um áudio que comprovaria o pagamento de anuidade em troca de votos por membros da OAB para todos
De acordo o defensor, a decisão foi tomada no primeiro dia útil após o feriadão, ou seja, no sábado (17). “Não observei uma postura muito diferente da maioria das chapas. Na verdade, fiquei em silêncio para que a informação sobre a saída não fosse utilizada por quem não merece. As eleições tomaram um rumo inadmissível. Foi isso”, esclareceu o defensor em entrevista ao CadaMinuto.
Brêda concorria ao cargo de vice-presidente, já Argolo, coordenador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), renunciou na manhã de segunda-feira (19) ao cargo de conselheiro estadual da chapa. Para ele, é incompatível a forma como a campanha vem sendo conduzida com o seu cargo de coordenador jurídico da entidade.
O áudio foi divulgado pelo candidato Welton Roberto e mostra a gravação onde Rachel Cabús, Omar Coelho e outros integrantes da chapa em negociação. O caso caiu como uma bomba nessa reta final de campanha. A obtenção do áudio levou Welton Roberto à Polícia Federal, onde solicitou que um inquérito fosse instaurando para investigar o caso, além de pedir a intervenção do Conselho Federal da Ordem e o afastamento do atual presidente da entidade.
Em primeira mão, ao CadaMinuto, Omar Coelho – que estava em viagem a Brasília –, confirmou o teor da gravação, mas negou a suposta compra de votos. Sobre a reunião, Omar reiterou que ela serviu para discutir como se comprou anuidades na eleição passada e que o trecho final, na qual eles negariam a prática que é abordada, foi suprimido.O presidente da OAB/AL solicitou a vinda de conselheiros federais para acompanhar o caso.
