“Apenas Renan pode tirar a presidência dele mesmo”. A frase está em uma matéria do site Congresso em Foco que fala obviamente do retorno (já tido como certo) de Renan Calheiros (PMDB/AL) à presidência do Senado Federal. Calheiros já esteve no cargo, mas o deixou em 2007, após uma avalanche de denúncias.

Comenta-se nos bastidores que não cometerá os mesmos erros. Aproximar-se-á de quem for preciso, inclusive possível estreitamento com setores da mídia. A frase acima é atribuída a senadores que foram ouvidos nos bastidores - alerta a matéria do Congresso em Foco - “sob a condição do anonimato”.

E assim, o peemedebista - um dos grandes enxadristas da política brasileira - consolida o que já é sabido: o capital político, apesar das “desgraças” da última década. Será um dos nomes - se não for O NOME! - que dará as cartas em 2014, num tabuleiro complicado com os interesses de Benedito de Lira (PP) e José Thomaz Nonô (Democratas) e com apenas uma vaga ao Senado Federal na disputa, que deve ser alvo do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB).

Está aí uma porta aberta para a reaproximação de Vilela e Calheiros? Os caciques que já foram fortes aliados em campanhas e ações; estiveram em campos separados desde o primeiro mandato de Vilela. Mas, o passo agora é a eleição do Senado Federal. E assim fala o site Congresso em Foco: “não existe na Casa adversário capaz de vencê-lo (Renan Calheiros) na disputa”.

Segue: “muito pelo trânsito que ele possui entre parlamentares da base e também da oposição. No entanto, dizem que a demora em ele admitir a candidatura é a possibilidade de passar dois anos como alvo da imprensa e até de colegas oposicionistas”. A referência é o rescaldo de 2007. Um peso que sempre acompanhará o peemedebista, evidentemente. Afinal, basta digitar o nome do senador no Google.

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