O maior torneio de educação profissional das Américas também está muito preocupado com o meio ambiente. No estande da Indústria Sustentável é possível acompanhar o processo pelo qual o lixo reciclado passa até chegar às cooperativas, onde, enfim, será reutilizado.
Desde o dia 8, quando começou a montagem dos estantes no Anhembi, foram gerados 91.770 kg de resíduos, sendo a maioria deles orgânicos, com o total de 41.223 kg. Papel, plástico e metal foram responsáveis por 15.925, 2.903 e 960 kg, respectivamente. Todo este contingente é separado pela Cooperativa Vitória da Penha, da zona leste da cidade de São Paulo.
Não é de hoje a preocupação do SENAI com as questões relacionadas à preservação da natureza, mas, esta é a primeira edição em que os alunos podem acompanhar de perto todo o processo. “Trouxemos a cooperativa de lixo reciclado para dentro da Olimpíada, a fim de mostrar publicamente a prática do trabalho”, afirma Ailton de Paula, especialista ambiental do SENAI-SP.
A empresa limpadora coleta o lixo, faz uma triagem do que pode ou não ser reciclado. Esse material é prensado no estande da Indústria Sustentável, o que reduz o volume do resíduo e, depois, pode ser encaminhado para a sede da cooperativa. Outra preocupação é com a emissão de CO2 lançado na atmosfera nestes dias de competição. A expectativa era gerar mil toneladas do composto, mas cálculos mais atualizados já projetam um total de 1.271 toneladas, o que corresponde a 8.400 mudas que serão plantadas como forma de compensação ambiental.
O replantio será feito na cidade de Nantes, região de Assis (434 km da capital paulista), no estado de São Paulo, sede da 7ª Olimpíada. O município, que este ano receberá as mudas, tem uma população de pouco mais de dois mil habitantes. O diferencial desta sétima edição é uma intensificação da necessidade de cuidar e estimular os jovens a proporem soluções que visam a preservação do meio ambiente.
As lixeiras distribuídas pelos 76 mil m² do Pavilhão do Anhembi, por exemplo, estão aos pares, para que os visitantes reconheçam com facilidade o cesto para o lixo orgânico e o outro para o reciclado. Já nos estandes onde ocorrem as provas, a quantidade de lixeira aumenta e o lixo reciclado é ainda mais segregado. “Os alunos também são avaliados neste quesito e recebem nota por separar corretamente”, pontua Marcos Thiesen, consultor do meio ambiente, do Paraná.
Se os estudantes estão de olho nestas questões ambientais, os visitantes, às vezes, cometem alguns deslizes, pois ainda é comum encontrar o material misturado nas lixeiras. “Sustentabilidade também é educação e está inserido no contexto da Olimpíada do Conhecimento. O trabalho é de ‘formiguinha’, de longo prazo. Vai levar um tempo para ensinar e conscientizar todas as pessoas”, destaca Ailton.
Para quem ainda tem dúvidas sobre a possibilidade ou não de reciclar o lixo que se tem em mãos, o consultor Marcos dá uma dica: “orgânico é aquele que tem alimento sólido, como o guardanapo usado e o pratinho sujo com pedaços de comida. Se lavar o prato, por exemplo, ele passa a ser reciclado”. Copo sujo de refrigerante ou cheio de água é reciclável e, papel higiênico, orgânico.









