Após diversas reclamações, protestos e ações no Ministério Público Estadual (MPE), o antigo prédio do Othon Pajuçara Hotel”, na Avenida Jangadeiros Alagoanos, no bairro da Pajuçara, em Maceió, passa finalmente por uma grande reforma.
Moradores de ruas e usuários de drogas utilizavam as instalações para praticar delitos e crimes, prejudicando assim o comércio da região.
Nas últimas semanas, os moradores que apenas se amontoavam nas redondezas e até dentro do hotel, iniciaram uma sequência de furtos, destruindo parte da fiação elétrica. Embaixo do prédio funciona uma galeria com vários pontos comerciais, além de duas salas de cinema, do Sesi.
De acordo com funcionários que realizam a reforma, a ordem agora é ‘quebrar tudo’ para, em seguida, dá uma nova vida ao local, onde funcionará um hotel de luxo. A expectativa é de que a execução da obra dure até dois anos.
Diante da nova realidade, os moradores e empresários seguem otimistas na nova perspectiva da região local e celebram a reforma do prédio. “Finalmente, tivemos uma resposta satisfatória. Os moradores de ruas e usuário de drogas atrapalharam nossos negócios e situação financeira ficou ruim. Mas, agora, acredito que com essa nova postura as coisas vão voltar ao seu devido lugar”, celebrou Frederico Almeida que trabalha com aluguel de veículos.
Por diversas vezes, nos últimos três anos, o portal CadaMinuto levou até as autoridades diversas reclamações de moradores. Além da falta de segurança, a estrutura física externa do prédio estava comprometida, chegando até desabar fragmentos em veículos que estavam estacionados na rua.
Desde 2010 o CadaMinuto vem fazendo uma série de reportagens denunciando a situação do hotel, abandonado há quase dez anos e que vinha servindo como moradia para usuários de drogas, que chegaram a depredar o antigo estabelecimento, amedronta ndo moradores e comerciantes da área.
Os moradores que apenas se amontoavam nas redondezas e até dentro do próprio hotel, iniciaram uma sequência de assaltos, onde destruíram parte da fiação elétrica, deixando a galeria parcialmente sem energia, além de prejudicarem o fornecimento de água por destruírem a instalação da bomba de distribuição.
No final de outubro, ao chegarem à galeria, funcionários se depararam com um teto de vidro quebrado, resultado de uma madrugada de destruição, uma vez que os usuários de drogas invadem o hotel abandonado para roubar janelas, fios e quaisquer materiais que possam ser comercializados para a compra do “crack”, “nóia” e maconha, drogas usadas abertamente pelos moradores de rua em plena luz do dia.
Para tentar conter a ação dos usuários, a administração da Galeria, que já mantém seguranças durante o dia, contratou outro profissional para fazer uma ronda interna durante a madrugada, o que não inibi a ação criminosa. Por conta disso, a administradora formalizou um abaixo assinado, com assinaturas de proprietários de estabelecimentos, funcionários e moradores de prédios vizinhos, que se mostram incomodados e amedrontados com os seguidos fatos.
Recentemente, uma comissão formada por comerciantes foi até a empresa, que pertence a um político influente, mas, foi recebida por um gerente, que afirmou não estar preocupado com a situação, uma vez que iriam iniciar uma reforma no local há quase um mês o que não aconteceu. Além disso, de forma áspera, o gerente afirmou que os incomodados que se organizassem para resolverem o problema.
A comissão chegou a protocolar uma reclamação que já foi encaminhada para o Ministério Público do Estado (MPE), Secretaria de Estado de Defesa Social (SEDS), Defesa Civil, Conselho Regional de Engenharia de Alagoas (CREA), Secretaria Municipal de Controle e Convívio Urbano (SMCCU), Vigilância Sanitária, Guarda Municipal e Secretária do Bem Estar.






