Advogados revistados antes de visitar seus clientes nos presídios em Alagoas. A medida é sugestão de James Magalhães, corregedor do Tribunal de Justiça. Ele defende ainda a revista para juízes, promotores e outras autoridades que desejem entrar nas unidades prisionais. Não vejo como desonra que uma pessoa passe pela revista, já que não deve nada", defendeu Magalhães.
O CadaMinuto ouviu os cinco candidatos à eleição da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Alagoas (OAB-AL) sobre o tema. Os postulantes à presidência da OAB-AL são contra a revista isolada para os advogados.
Welton Roberto: “Isso é um desrespeito ao estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil. Não foi nenhum advogado que foi preso nesse último caso, foram agentes penitenciários. Não existe nenhum caso na história da OAB de Alagoas de um advogado flagrado entrando com celular, arma ou droga nos presídios. Nós vamos lutar em nome das nossas prerrogativas, até porque advogado não vai para o presídio trabalhar e não passear”.
Marcelo Brabo: “Sou contra a revista. Sou a favor do uso de detector de metais se também for para juízes, promotores, delegados e familiares. Nada de revista pessoal apenas para advogado, o que fere as prerrogativas de inviolabilidade. Na nossa gestão, se ocorrer algum abuso vamos atuar firmemente. O advogado não pode ser tratado como bandido”.
Rachel Cabus: “Advogado não é para ser revistado. Quando a gente recebe a carteira da OAB faz um juramento de ser ético e cometer qualquer tipo de delito vai de encontro a isso. O advogado tem que ter liberdade para exercer sua função. Revistar os advogados é ferir as prerrogativas dos profissionais. Se forem constatadas irregularidades, que se punam os profissionais, mas que não façam essa revista nos advogados”.
Cláudia Amaral: “Sou contra a revista íntima porque viola as prerrogativas dos advogados. Ele não vai ao presídio como um visitante comum e sim como um profissional para atender seu cliente. Quanto à revista com detector de metais, eu não vejo problema. E defendo essa revista para todos que entrem no presídio, sejam eles advogados, autoridades constituídas ou não”.
Thiago Bomfim: “Sou totalmente contra a revista aos advogados, mas não vejo problema em sermos submetidos a detector de metais, até porque é uma questão de segurança. Mas, revista íntima é inadequada e fere as prerrogativas da advocacia. Quando digo que não há problema no uso do detector de metais é porque somos submetidos a isso em aeroportos, bancos e órgãos públicos, agora o que não pode é o advogado ser tratado como um bandido”.
