O clima esquentou antes mesmo de o juiz apitar o início do jogo entre CRB e Guarani, marcado para as 16h20 (de Brasília) deste sábado, no Rei Pelé. As palavras proferidas pelo goleiro Juliano (que substitui Emerson, suspenso) não foram perdoadas pelo clube alagoano, que resolveu registrar um Boletim de Ocorrência contra o jogador bugrino.

Ainda na quinta-feira, Juliano chegou a sugerir uma possível ‘compra de juiz’ por parte do CRB, que assim como o Guarani ainda luta contra o rebaixamento na Série B.

“Já passei algumas coisas para o Tadei. Tenho alguns amigos lá e falei que a pressão vai ser muito grande. O presidente vai armar guerra, vai fazer promoção de ingressos, vai tentar comprar juiz se for preciso. É complicado jogar no Nordeste e, se não ficarmos espertos, sairemos de lá com uma derrota”, disse o atleta, que inclusive atuou pelo próprio CRB em 2011.

Inicialmente, o CRB havia apenas emitido uma nota de repúdio sobre as declarações de Juliano, mas a história ganhou novos capítulos. 

O CRB alegou que Juliano cometeu calúnia e já entrou na Justiça cobrando danos morais. O valor pedido na ação será de R$ 100 mil por danos morais e o mesmo valor por danos materiais.

Porém, o clube alagoano demonstra não fazer questão do dinheiro do atleta. Caso Juliano seja punido, esse valor terá de ser revertido em alimentos e donativos e enviado para uma instituição de caridade, a pedido do CRB.

Defesa

Nesta sexta-feira, o Guarani publicou uma nota em seu site oficial defendendo as palavras do seu jogador. De acordo com a direção do clube bugrino, “o goleiro Juliano em nenhum momento quis ofender o moral da diretoria e do elenco do CRB”. O comunicado diz ainda que “o jogador quis apenas dizer que, em Maceió, o Guarani vai enfrentar uma guerra, pela necessidade de vitória das duas equipes”.

A diretoria do Guarani ainda se coloca à inteira disposição da diretoria do CRB para qualquer esclarecimento.