A grife de lingeries e produtos femininos Victoria's Secret pediu desculpas por incluir em um desfile no último dia 7 de novembro, em Nova York, um cocar indígena norte-americano. A top model Karlie Kloss apareceu apenas com um biquíni curto com estampa de onça e acessórios que incluiam a faixa de penas na cabeça.

Na página oficial da marca, no último sábado (10), foi publicada a mensagem: "Pedimos desculpas a quem se ofendeu pela réplica de enfeite de cabeça nativo americano usada no nosso desfile. Não tínhamos absolutamente nenhuma intenção de ofender ninguém".
A marca também prometeu não usar mais o acessório na promoção de sua coleção. "Por respeito, não vamos incluir mais a peça em nenhuma transmissão, material de marketing ou de qualquer outra forma", diz o comunicado no Facebook.
"Quando você vê um chefe da tribo Lakota usando um cocar completo, você sabe que ele é um homem muito honrado. Ele é um líder. Ele fez muitas coisas dignas de honra por seu povo", explicou à agência AP Michelle Spotted Elk, uma mulher de Santa Cruz, Califórnia, cujo marido é um Lakota. "Tem também um significado religioso. Para eles, não há uma divisão entre espiritualidade e liderança", completou.
Segundo a AP, o uso de cocares por guerreiros e chefes de tribos nativas da América do Norte simboliza respeito. Para algumas tribos, cada pena colocada no cocar tem um significado e é conquistada por atos de compaixão e coragem.
A modelo Karlie Kloss também pediu, através de seu perfil no Twitter, "profundas desculpas se usei durante o desfile da Victoria's Secret algo que ofendeu a alguém."