0 uso do Enem com critério de seleção nas universidades federais do Norte e Nordets diminuiu a participação de estudantes locais nos cursos de Medicina - os mais concorridos e com maior nota de corte.
Na Universidade Federal de Alagoas(Ufal) por exemplo, 83% dos calouros de 2012 vieram de outros Estados. O Enem, ocorrido no último fim de semana, teve 5,7 milhões de inscritos. Com abstenção de 27,9%, um total de 4.175.521 fizeram as provas.
Sem nativos, a lista dos matriculados teve muitos paulistas, mineiros e moradores da região sul. É gente que, antes do sistema unificado de ingresso, não cruzaria o brasil apenas para fazer uma prova. Agora, com o Enem, essa pessoa faz o "vestibular nacional" em sua própria cidade e, como a pontuação, descobre onde tem chance de estudar.
Com a vaga garantida, fica mais fácil de coragem de fazer as malas. É o caso de Lucas Aquino, 19 anos, gaúcho radicado em Blumenau. Ele ingressou em Medicina, na Ufal no inicio do ano.Quando concluiu o ensino médio, em 2010, tentou a federal em Santa Catarina(UFSC) e não passo.
No ano passado fez mais uma tentativa na UFSC e fez o Enem, de olho nas federais do Rio Grande do Sul(UFRGS) e de Pelotas(Ufpel). "Como não me senti seguro com a minha nota para pleitear a vaga no Sul, decidi subir no mapa. Quanto mais distante do centro econômico, maiores chances",conta.
A coordenadora do curso de Medicina da Ufal, Iasmin Duarte, diz que o resultado surpreendeu o corpo docente e a coordenação do curso. "Mudou bastante o perfil. Antes, não havia muita gente de fora, quase todos os alunos eram de Maceió. Os cursinhos preparatórios da cidade comprovam essa percepção.
"Antes do Enem, aprovavamos uma média de 40 alunos em Medicina. Neste ano, foram apenas dez," diz Washington Freitas, do curso e pré vestibular Contato.
Fonte:Agência Estado
