Após conseguir uma trégua com os professores, que suspenderam a greve, o prefeito Márcio Bonfim (PMN) agora terá pela frente o desafio de viabilizar recursos para o pagamento dos aposentados do serviço público municipal da Barra de Santo Antônio.

O problema é que a prefeitura não vem fazendo os repasses para o Instituto de Previdência há vários meses. “A prefeita afastada não estava repassando os R$ R$ 181 mil mensais devidos ao BARRAPREV. Ela já tinha uma dívida de R$ 600 mil, que foi parcelado em 60 vezes, mas não pagou nenhuma parcela. O pior é que ela além de não pagar os atrasados, utilizou R$ 440 mil dos recursos aplicados como fundo de reserva. Como se vê, o rombo é de mais de R$ 1 milhão”, denuncia Márcio Bonfim.

O prefeito diz que no dia 31 de julho, o BARRAPREV tinha R$ 466 mil aplicados. Em agosto o saldo caiu para R$ 306 mil e, em setembro, para R$ 149 mil. “Em outubro, com o fim do período eleitoral, o saldo era de somente R$ 26 mil. No extrato bancário encontramos até o pagamento de uma consultoria, sem contrato e sem nenhuma comprovação de serviço realizado, mas paga com três cheques de R$ 12 mil cada”, explica o prefeito.

Márcio Bonfim denuncia ainda que também encontrou descontos dos aposentados para pagamento de empréstimos consignados, e que não foram repassados aos bancos, caracterizando crime de apropriação indébita. Entretanto, o problema mais sério provocado pela falta dos repasses para a previdência municipal é o cancelamento do Certificado de Regularização Previdenciária (CRP), que impede a prefeitura de ter acesso a recursos federais para qualquer projeto do município.

Mesmo com esses problemas, o prefeito anuncia que o BARRAPREV é viável, e que vai reorganizá-lo para que os aposentados não sejam punidos pelos erros dos gestores. “Estamos levantando todas as informações para apresentarmos aos servidores a situação do seu Instituto de Previdência e o cronograma de pagamentos”, garantiu Márcio Bonfim.

Outra versão
De acordo Alex Carvalho, integrante da equipe de gestão da ex-prefeita Ciçou, o débito é referentes a parcelas já adquiridas na gestão passada, inclusive um técnico do INSS havia feito um inspeção no órgão e não constatou nenhuma irregularidade. “Isso ai é politicagem”, rebateu Carvalho