A primeira audiência que Ronaldinho Gaúcho e Flamengo travam na 9ª Vara de Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro encaminha-se para um final feliz. Os advogados que representam o Rubro-Negro no caso, Bichara Neto e Marcos Motta, propuseram conciliação entre as partes. Na saída, o craque do Atlético-MG sinalizou que, por ele, haverá acordo com o clube carioca.

- Foi tranquilo, estamos tentando entrar em acordo, mas o juiz pediu para manter sigilo. Por mim, tem acordo - informou Ronaldinho Gaúcho.

O ex-camisa 10 do Flamengo saiu da Justiça do Trabalho sob vaias e xingamentos de torcedores, que o esperavam na porta do Tribunal. O craque foi 'recebido' com palavras ofensivas, como mercenário e traíra.

Procurador e irmão do jogador, Assis saiu escondido e evitou o contato com torcedores e a imprensa. Já a presidente Patricia Amorim não compareceu ao julgamento e o esperado encontro entre a mandatária e o meia do Galo não ocorreu.

O meia cobra R$ 40.177.140 do clube carioca - além de R$ 15 milhões por danos morais. O Flamengo reconhece que deve ao ex-camisa 10 cerca de R$ 5,3 milhões referentes aos cinco meses de direitos de imagens não pagos, entre janeiro e maio, e o salário do mês em que o jogador deixou o clube (no dia 31 de maio). Os 12 meses de previdência e fundo de garantia também cobrados por Ronaldinho, porém, não são reconhecidos pelos advogados rubro-negros.