Preocupação dentro de campo na luta contra o rebaixamento, e alerta ligado fora dele por conta de possíveis atos de violência de torcedores. É assim que está o ambiente no Palmeiras com quatro jogos para o fim do Brasileirão. Preocupados, cinco jogadores – os laterais Artur, Juninho e Leandro, o zagueiro Thiago Heleno e o atacante Maikon Leite – resolveram reforçar a segurança.

A medida foi adotada individualmente por cada um. Eles até chegaram a pedir indicações para os profissionais que trabalham no clube.

O presidente Arnaldo Tirone também já mudou a rotina. O mandatário é um dos mais cobrados pela atual situação do Verdão. Ele recebeu ameaças de morte em pichações no Palestra Itália, no domingo.

A tensão é grande no clube. Logo após o primeiro gol marcado pelo Botafogo no jogo do último domingo, torcedores já começaram a protestar na arquibancada. Alguns até subiram nos muros e tentaram entrar no gramado da Arena da Fonte Luminosa e houve conflito com a Polícia Militar. O gol do atacante Barcos no fim acalmou.

Como quase sempre ocorre nos momentos ruins, os muros do Palestra foram pichados com reclamações contra o time e a diretoria. Além do presidente, o vice de futebol Roberto Frizzo e o diretor jurídico Piraci Oliveira tem sido cobrados.

Os próprios jogadores admitem estarem pressionados. Como o atacante Luan disse após o jogo de domingo, alguns sentem a pressão.

– Preocupado, estou. É uma situação difícil. Mas não estou com medo. Estou fazendo meu trabalho e não vou fazer diferente. Minha vida mudou, não posso mais fazer certas coisas.

Minha dedicação total tem de ser com o Palmeiras. Tenho de continuar com essa preocupação e esse propósito de tirar o Palmeiras dessa. Aconteceu, não acho que errei. Agora, não adianta voltar. É acreditar que pode dar certo – afirmou Tirone

Qualquer ato violento da torcida só vai aumentar a pressão. Protestar, é válido. Mas sem agressão.