O Governo do Estado entrega em dezembro 4.100 títulos de posse de terra, concretizando um recorde histórico de regularização fundiária em Alagoas, numa ação integrada do Instituto de Terras de Alagoas (Iteral) e Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri). Na última quarta-feira (31), o secretário José Marinho Júnior, o presidente do Iteral, Alan Balbino, e a presidenta da Emater, Inês Pacheco, visitaram o Ministério do Desenvolvimento Agrário, para convidar o ministro Pepe Vargas a participar do evento.
O ato está marcado para o dia 6 de dezembro e representa um marco para Alagoas, que terá 19 mil agricultores beneficiados com o projeto de regularização fundiária do Governo do Estado até o final de 2014. “Trata-se de um marco histórico para Alagoas e, proporcionalmente, também no âmbito da Região Nordeste”, afirmou o presidente do Iteral, Alan Balbino. O secretário Marinho Júnior informou que durante a reunião, também foi solicitada ao ministro Pepe Vargas a ampliação do convênio para fortalecer a Emater-AL, que tem papel fundamental de assistência técnica e apoio ao agricultor familiar. “É grande a expectativa dos produtores rurais de Alagoas. E só com o apoio do Ministério nós poderemos atender ao maior número possível de agricultores familiares, com o empenho da Emater”, afirmou o secretário.
A presidente da Emater, Inês Pacheco, disse que o contato com o Ministério do Desenvolvimento Agrário tem o objetivo de buscar suporte para as ações da Emater. “Estamos nos habilitando para uma chamada pública que envolve recursos de R$ 5,5 milhões para o serviço de assistência técnica para 1.900 agricultores”, adiantou Inês Pacheco.
Efeitos da seca - Os efeitos da seca têm preocupado todas as esferas do Governo do Estado. O secretário de Agricultura informou que as previsões se confirmaram e que Alagoas enfrenta uma das piores secas dos últimos 20 ou 30 anos. Os açudes do Estado, em sua maioria, estão secos, quando deveriam estar com o nível de águas mais elevado após o período de chuvas. “Isso é extremamente preocupante. Estive na Codevasf, ontem, para formatar um convênio com eles para a construção de pequenas barragens para aguardar as chuvas de janeiro e fevereiro e tentar armazenar alguma quantidade de água”, salientou.
De imediato, no combate aos efeitos da seca, Marinho Junior disse que o Comitê da Seca – composto por secretarias de Estado afeitas ao problema, e o Corpo de Bombeiros, todos sob o comando do governador Teotonio Vilela Filho –, continua trabalhando. No tocante às ações da Secretaria de Estado da Agricultura, Marinho Junior relatou medidas para combater os efeitos da seca. “Vamos ter a aquisição de algumas toneladas de bagaço de cana, farelo de milho e de soja para levar ao pequeno produtor familiar com o intuito de salvar o plantel de gado”, frisou o secretário.
Marinho Junior também destacou o empenho da Secretaria de Estado dos Recursos Hídricos. “Essa secretaria trabalha para resgatar poços artesianos, recuperar nascentes e também ampliar o serviço de carros-pipa, inclusive levando água para os animais. A vida daquele agricultor, o seu patrimônio, é tudo o que ele construiu. O governador Teotonio Vilela Filho está muito preocupado em tentar salvar esse patrimônio, que às vezes se resume a algumas vaquinhas, alguns carneiros, mas é um patrimônio construído ao longo de toda uma vida”, disse.