“Será necessário uma investigação séria e imparcial sobre este caso”. Assim descreveu o vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), José Edeilton Gomes, o ato da manhã desta quinta-feira (1º), em frente a Academia da Polícia Militar, Maceió, em repúdio a ação truculenta de militares da Força Nacional contra um agente da PC.
O ato público reuniu cerca de 25 agentes, protestando contra abusos da Força Nacional contra um agente da Polícia Civil que não teve o nome revelado desde então, no dia 20 de outubro, por questão de segurança e possíveis represálias.
Segundo o vice-presidente do Sindpol, José Edeilton Gomes, uma investigação deve ser feita sobre o caso e novos fatos não podem acontecer. “Isso não pode passar em branco e a Força Nacional não pode generalizar esse tipo de atitude contra cidadãos de bem, muito menos com agentes de segurança, como foi o caso do nosso companheiro”, afirmou.
O dirigente do sindicato ainda confirmou, que várias testemunhas podem reforçar a tese de que o policial que estava com familiares e amigos no dia do acontecido, em momento algum reagiu a abordagem dos militares da Força Nacional, uma vez que teria apresentado a carteira funcional, procurando evitar constrangimentos ou algum mal entendido.
Durante o ato público, o sindicato exigiu que os sete policiais da Força Nacional, envolvidos na prisão do policial civil, incluindo o capitão Frederico, sejam devidamente punidos diante da ação considerada irregular.
Uma reunião na última semana na sede da Polícia Civil, que teve a participação do delegado-geral da Polícia Civil, Paulo Cerqueira, junto com o delegado Carlos Reis, diretor de Policia Judiciária Metropolitana, juntamente com diretores do Sindicato da Policia Civil de Alagoas (Sindpol) e representantes da Força Nacional (FN) trataram do caso e na oportunidade o comandante da FN em Alagoas, capitão Gondim, se mostrou surpreso e afastou os responsáveis durante a investigação.
O CASO
O policial civil estava em um churrasquinho com parentes, no dia 20 de outubro, no bairro do Jacintinho, quando foi abordado pelos integrantes da Força Nacional. Na ocasião, ele se identificou e entregou arma e documentos, mas, mesmo assim, o militar exigiu que o policial civil colocasse as mãos na cabeça. Ele questionou a operação e foi preso, conduzido à Central de Polícia. No percurso, dentro da viatura, o agente teve suas mãos pressionadas por policiais da Força Nacional, por cerca de 10 minutos, que provocaram hematomas.
Em reunião na Delegacia Geral, o coordenador da Força Nacional, capitão Edson Gondim, informou que afastou temporariamente três policiais acusados de abuso de autoridade. O Sindpol exige que os sete policiais da FN sejam afastados.
