O bom trabalho feito com os jovens atletas nas categorias de base do Vitória rendeu ao Rubro-Negro o certificado de clube formador, fornecido pela CBF. O documento aponta que o Vitória possui todos os requisitos exigidos pela CBF, como condições técnicas, médicas e educacionais adequadas para os atletas menores e tem validade de dois anos.
O diretor das categarias de base, Epifânio Carneiro, disse estar feliz com a conquista e acha que o diploma pode mudar o futebol brasileiro.
- Vejo com muita alegria esse prêmio que recebemos e acho que as coisas começam a mudar no futebol brasileiro. Com o certificado, espero que com as pessoas que tratam do futebol de base passem a levá-lo a sério no país, com respeito aos atletas e seus pais, e que tenham fim as propostas idencentes que iludem os jovens atletas - disse.
Epifânio lembrou o histórico do clube nas divisões de base do futebol. Segundo ele, o Vitória teve uma queda de rendimento entre 2005 e 2007, quando o foco estava voltada para volta do futebol profissional à elite do esporte. O clube possui atualmente cerca de 200 garotos na base e 15 incorporados ao elenco profissional. O diretor ressaltou também o acompanhamento educacional com os jovens atletas, para que eles estejam preparados para a vida fora do esporte.
- Tivemos uma queda entre 2005 e 2007, mas hoje já conseguimos nos reajustar e o certificado comprova isso. Nos últimos cinco anos, conquistamos 49 títulos juntando todas a categorias. Para estarem aqui, os meninos precisam estar matriculados na escola. Fazemos um acompanhamento do redimento deles nos estudos, damos apoio psicológico e assistência social. Tudo para que possam estar preparados para a vida, caso não vinguem no futebol - comentou Epifânio.
O certificado não é apenas um documento que atesta como bom o trabalho que um clube realiza nas categorias de base. Ele também traz benecífio. O time que forma o jogador tem preferência na renovação com ele após seu primeiro contrato.
- A principal vantagem que a gente conquista é vantagem na renovação dos atletas que a gente forma. Isso é importante porque, geralmente, eles assinam o primeiro contrato com 16 anos e ele termina quando os atletas estão começando a atuar entre os profissionais. Assim, nós podemos nos defender das propostas vindas de fora que muitas vezes tiram os jogadores do país - finalizou.
