Após a prisão de um funcionário do presídio Baldomero Cavalcanti tentando entrar com aparelhos celulares na unidade , na manhã esta quarta-feira (31), o juiz da Vara de Execuções Penais José Braga Neto voltou a criticar o Sistema Prisional. O prestador de serviço da cozinha central, Antônio Lino da Silva Filho, foi flagrado com seis telefones, carregadores, chips, além de 10 litros de aguardente.
Braga Neto falou ao CadaMinuto que como “o acusado foi preso em flagrante foi conduzido à delegacia de plantão e irá sofrer as penalidades da lei”. Nos celulares apreendidos a polícia identificou que haviam mensagens incriminadoras relacionadas às famílias de reeducandos.
Reforçando a fragilidade do presídio, Braga Neto afirmou que “do jeito que está não é possível. A facilidade para entrar com ilícitos é muito grande. Não está sendo feita revista nem nos visitantes e nos funcionários”.
Na segunda-feira, o juiz se reunirá com a Superintendência Geral de Administração Penitenciária (SGAP) para buscar soluções para o complexo prisional.
Apreensão
No último dia 23, a 16ª Vara Criminal de Execuções Penais da Capital destruiu mais de 2.500 aparelhos celulares apreendidos dentro do sistema penitenciário. Na oportunidade Braga Neto explicou que a maioria dos aparelhos foram encontrados dentro das celas e em diversos lugares dos presídios da capital. Ainda de acordo com o juiz, nem sempre é possível identificar o dono do objeto apreendido.
“O porte de celular é uma falta grave para o reeducando. Quando identificamos o dono do celular, ele recebe as penalidades previstas pela legislação”, explicou o magistrado.
