A defesa palmeirense para invalidar o jogo contra o Internacional tentará desmontar discurso da arbitragem de que foi o quarto árbitro, Jean Pierre Gonçalves Lima, quem viu e avisou sobre o toque de mão de Barcos. O gol anulado garantiu a vitória gaúcha por 2 a 1 --ainda não há data para o julgamento.

O departamento jurídico vai argumentar para os auditores do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) que houve dupla interferência externa: do delegado da partida, via imagens de TV. Serão descritos cinco pontos.

O primeiro deles é a declaração da repórter da TV Bandeirantes Taynah Espinoza, que afirmou que o delegado Gerson Antônio Baluta perguntou aos jornalistas se havia sido mão.

O segundo ponto, segundo o diretor jurídico Piraci Oliveira, é a entrevista de Aristeu Tavares, presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, que ao canal Fox Sports disse que o quarto árbitro viu alguém de camisa verde tocar a mão na bola.

"Como de verde se jogamos de branco?", diz Oliveira.

Outro recurso que será usado é vídeo divulgado pelo canal SporTV, com leitura labial do árbitro Francisco Carlos Nascimento. Ele pergunta ao auxiliar quem tocou a bola com mão e não obtém resposta. A teoria da defesa é que nenhum auxiliar viu o lance.

Uma conversa do médico do Palmeiras Vinicius Martins com o delegado Baluta, na sala de exame antidoping, também será relatada. Segundo Martins, Baluta disse que "dormiria com a consciência tranquila mesmo se não fosse mais escalado".

Por último, a súmula, na qual o árbitro descreveu que "nada houve de anormal", será usada para tentar demonstrar confissão de erro de Nascimento ao não citar a confusão. A Procuradoria do STJD ainda aguarda a versão escrita a mão da súmula para saber se nada mais foi incluído.