Raphael Lima Oliveira Silva poderia ser mais um dos aprovados no Concurso da Polícia Militar de Alagoas e passar despercebido na lista divulgada pela empresa responsável pelo certame, a Cespe. A não ser o fato de uma grave acusação que cai sobre ele: o assassinato de duas adolescentes ocorrido em maio deste ano, no interior de Alagoas.
O que poucos sabem é que Raphael Lima também disputou as eleições este ano no município. Filiado ao PSB e integrante da Coligação ‘Uma Coruripe com Paz e Justiça’. No resultado final, ele ficou com a 33ª posição com 261 votos.
Raphael é acusado do desaparecimento e morte de Maria Eduarda dos Santos e Cíntia da Silva Santos. Os corpos foram localizados nas terras da usina Guaxuma, zona rural do município após uma denúncia anônima. Dois suspeitos foram detidos pela Polícia Civil. Raphael Lima, apontado com envolvimento em crimes de estupro na região permanece preso.
Ele já teve habeas corpus concedido pela justiça, no entanto permanece preso na Delegacia Regional de Penedo, devido a outras acusações que pesam contra ele. Desta vez, pela autoria intelectual no homicídio de Benedito Jacinto Santos e em casos de estupros no interior de Alagoas.
No dia concurso, Raphael Lima chegou escoltado pela Polícia Militar a um dos prédios do Cesmac (Centro de Estudos Superiores de Maceió), para fazer as provas. A autorização foi concedida a Raphael pelo desembargador Orlando Manso e, segundo o advogado de defesa, Raimundo Palmeira, apesar das acusações, Raphael Lima não foi julgado, nem condenado. Por este motivo, não havia empecilhos para que fosse submetido à avaliação.
“Ele está em prisão cautelar, não tem nada que prove que ele tem culpa. Pelo contrário. Acredito que com os documentos que estamos enviando para a justiça, em primeira instância, pode ser solto”, disse o advogado sobre o seu cliente.
