“Hoje é o deputado JHC, amanhã pode ser qualquer um de vocês”. Essas foram algumas das palavras do deputado estadual João Henrique Caldas (PTN) sobre a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AL), que decidiu pela cassação de seu mandato, nesta segunda-feira (29). O parlamentar afirmou que respeita a decisão do TRE, mas lamenta o fato.
JHC argumentou que nunca patrocinou qualquer evento religioso, o que ficou esclarecido no posicionamento do Ministério Público Eleitoral, que deverá recorrer em sua defesa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo o parlamentar, as cidades onde foram realizados os show evangélicos não fazem parte de sua região de atuação como deputado.
João Henrique disse ainda que outros políticos como deputados federais, senadores e prefeitos também estavam participando do mesmo evento. “Se fosse alguma dessas pessoas, que tem músculo, esse caso não teria chegado aonde chegou”, desabafou JHC, acrescentando que a ação impetrada não continha provas suficentes para que fosse configurado abuso de poder.
“Assim eu vou comprovar no TSE, porque jamais fui a um evento de helicóptero ou falei em microfone milionário. Estou com a minha consciência tranquila e vou continuar lutando pelo que defendo e acredito”, completou.
Ministério Público Eleitoral recorre de decisão
Após análise dos embargados declaratórios impetrados pela defesa de JHC, o MPE garantiu que vai recorrer da decisão do TRE. “Observamos inconsistência nas contas apresentadas pela Igreja, mas nada que nos leve a considerar favorecimento para JHC. Em seguida, vamos recorrer da decisão. Nunca vi nada como esse julgamento. O primeiro da minha carreira”,confidenciou.
Ação
Na ação impetrada contra JHC há imagens que comprovariam que o parlamentar teria abusado de poder econômico para se beneficiar no pleito de 2010 durante eventos religiosos realizados no interior e em Maceió. A defesa do deputado sustenta que todas as despesas com os eventos foram pagas com dinheiro da igreja evangélica.
