Tristeza e revolta. Assim pode se mostrar a situação da família da dona de casa Modesta Antônia, 54 anos, que morreu a na última semana, de acordo com a família, por falta de atendimento no Mini-Pronto Socorro do bairro do Tabuleiro. Diante do fato, a família resolveu protestar e recorreu à Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Alagoas.
Modesta Antônia tinha problema de pressão alta e tomava medicamento diariamente. Porém, na última quarta-feira, por conta do aniversário da mãe, a dona der casa se sentiu mal e mesmo tomando remédios não voltou ao normal, sendo levada pela filha e pelo genro para o Mini-Pronto Socorro do Tabuleiro, onde chegou por volta das 20h00.
Chegando à unidade, a filha e o genro foram informados por seguranças que não havia médicos trabalhando, por isso não poderiam permitir e entrada da paciente, que piorava, perdendo fôlego, ficando roxa e começando a espumar, principalmente por ver o desespero dos acompanhantes buscando atendimento.
Vendo a situação, a assistente social de plantão na noite do acontecido, confirmou a ausência de médicos e pediu para que a paciente fosse colocada na maca e só depois, permitiu a entrada de Modesta.
Minutos depois da entrada na unidade, o filho da paciente, Jardel Bezerra, chegou ao local e foi informado que a mãe estava bem, entubada e sedada. Diante da falta de informações, a família acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que demorou para chegar ao local e após examinar a paciente, foi informado que a mesma já tinha entrado em óbito.
Triste e indignado, o filho da vítima confirmou o protesto. “Minha mãe estava bem, entrou caminhando no local, só precisava ser medicada, mas por falta de atendimento não está aqui entre nós. Queremos justiça. Não sabíamos nem para onde ir, mas fomos alertados a procurar os direitos humanos da OAB”, disse inconformado o filho.
Segundo o presidente da comissão de direitos humanos da OAB, Gilberto Irineu, uma investigação será feita para apurar os responsáveis pelo falecimento da idosa. "Vamos acionar a promotoria do núcleo de saúde do Estado, pedindo diligências na unidade. Caso sejam confirmadas as irregularidades e a veracidade do fato, sanções serão impetradas e os responsáveis punidos", afirmou.











