Um vestido que, em terras nacionais, custa cerca de R$ 100 pode ser trazido na mala por U$ 10 - ou cerca de R$ 20, o equivalente a cinco vezes menos. Uma camiseta de marca renomada que, nas lojas do Brasil, pode ser encontrada com preços de R$ 200 a R$ 300, no exterior é adquirida a "míseros" U$ 15 (cerca de R$ 30). Esses são alguns exemplos do que motiva cada vez mais brasileiros a viajar para comprar.
As duas cidades mais procuradas pelos brasileiros para visitar grandes outlets e voltar para casa com a bagagem cheia de produtos novos por preços acessíveis estão nos Estados Unidos: Miami e Nova York são consideradas paraísos do consumo. Com valores bastante agressivos, tanto peças de vestuário quanto calçados, eletrônicos e cosméticos são as opções de compra mais procuradas por quem viaja para a América do Norte.
É comum que noivos ou futuros pais visitem esses destinos para montar os enxovais de suas casas ou do bebê que está por vir, pois os preços, garante o consultor em viagens, são realmente mais baratos. "Não é que o brasileiro seja consumista ou compre demais. A questão é que, quando ele viaja para fora do país, tem acesso ao consumo com baixos impostos, o que o faz querer comprar tudo o que vê pela frente", explica Felipe Dias, consultor turístico especialista em viagens da Master Turismo. Segundo ele, o alto valor do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) retarda o turismo local, pois faz o país parecer caro.
Há os que prefiram gastar a cota de U$ 500 em produtos eletroeletrônicos como tablets, telefones celulares e aparelhos de som, porém, os viajantes podem retornar com duas malas, pensando no total 32 kg, cheias de roupas, assegura Dias. O que os turistas precisam cuidar, porém, é para que suas compras não sejam configuradas como revenda. Como? Evitar trazer para o Brasil diversas roupas, calçados e acessórios de um mesmo modelo. O limite nesses casos é de três peças iguais, podendo ser de cores diferentes. "Uma pessoa não usa 20 pares de sapatos iguais, correto?", comenta Dias.









