O deputado estadual João Henrique Caldas (PTN) - o JHC - terá seu mandato colocado em jogo nesta semana, com o fim do julgamento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O placar se encontra 3 a 3 e falta apenas o voto da desembargadora Elisabeth Carvalho. Este decidirá se JHC segue no parlamento estadual ou não.

Diante de um mandato que questionou os rumos e a transparência (melhor dizendo:a ausência de transparência) da Casa de Tavares Bastos, João Henrique Caldas ganhou a simpatia de parcela da população. Por esta razão, um grupo de internautas pretende invadir as redes sociais - durante o julgamento do deputado estadual - para sair em defesa do parlamentar.

O grupo destaca a fragilidade das acusações, mas o foco principal é lembrar as ações de JHC no parlamento estadual que tanto incomodaram os pares, como as denúncias em relação as Gratificações por Dedicação Exclusiva (GDEs), dentre outras. JHC também fez cobranças à Assembleia Legislativa para que esta colocasse em evidência os gastos com funcionalismo e custeio por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

Seria um avanço, pois há muito que se questiona os destinos do duodécimo. Há quem lembra ainda da Comissão das Enchentes e do posicionamento favorável ao Ministério Público de Contas (MPC) na briga pela cadeira de conselheiro daquele órgão. A manifestação - evidentemente - é justa. Até mesmo porque - como bem divulgou a imprensa - João Henrique Caldas teve posturas que repercutiu e - de fato! - não agradou a atual Mesa Diretora, que é presidida por Fernando Toledo (PSDB).

Por sinal, todos os pares se calam diante da situação de JHC. Esperam apreensivos pelo resultado do julgamento.

Assim sendo, toda manifestação - como disse - é justa. O que não cabe são ilações sem provas, o que já vem sendo feito nas redes sociais. Se é para questionar, que se tenha o embasamento jurídico ou do teor do processo para se ater aos fatos. Adjetivos e ilações não contribuem em nada.

O que veremos é um julgamento no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sendo vigiado por internautas que prometem se mobilizar. Sairão eles das redes também? Esperemos.

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