A Associação dos Procuradores do Estado de Alagoas (APE/AL) iniciou, na tarde desta quinta-feira (25), em sua sede, o ciclo de debates com os cinco candidatos à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Alagoas. A primeira entrevistada foi a procuradora estadual Cláudia Amaral, da chapa Nossa Ordem é Outra.

Roberto Mendes Filho, presidente da APE/AL, conduziu o debate e destacou a importância do momento. “O nosso objetivo é contribuir com o processo democrático, oferecendo o mesmo espaço para todos os candidatos apresentarem suas propostas à frente da OAB e facilitar a escolha no dia da eleição”, afirmou.

Convidado para compor a mesa junto com a candidata e seu vice, Luiz Carlos Almeida, o procurador-geral do estado Marcelo Teixeira elogiou a iniciativa. “Gostaria de exaltar este espaço que foi aberto aos nossos colegas advogados. É uma grande oportunidade para esclarecer dúvidas e fazer questionamentos relevantes para a categoria”, salientou.

A candidata Cláudia Amaral iniciou seu discurso contando sobre seu histórico profissional e explicou como aconteceu o processo de formação da chapa. Seu plano de gestão é baseado em cinco pilares: prerrogativas, gestão estratégica, cidadania, aperfeiçoamento jurídico e benefícios para os advogados.

Propostas

“Precisamos resgatar a autoestima do advogado e, para isso, ele precisa estar capacitado. Propomos um projeto de cursos mensais de reciclagem e aperfeiçoamento através da Escola da Advocacia, descontos em planos de saúde com valores diferenciados e uma gestão transparente, que divulga seu patrimônio e arrecadação anualmente, mostrando gastos e custos”, disse a candidata.

“Propomos uma OAB que faz interlocução com o Judiciário e defende a categoria, que por vezes é humilhada por juízes, e, no pilar da cidadania, sendo referência para a sociedade”, complementou Cláudia Amaral.

O presidente da APE/AL, Roberto Mendes, fez perguntas à candidata sobre questões diretamente relacionadas aos procuradores, como a PEC 52/2011, que propõe alterar o critério de escolha do Procurador-Geral do Estado de Alagoas. De acordo com a proposta, o cargo poderia ser ocupado por um advogado não integrante da carreira.

A independência do procurador de estado para exercer a advocacia privada e autonomia financeira, administrativa e funcional de gestão das procuradorias foram outros tópicos questionados pelos participantes do debate.

“Não retrocederemos nem um passo do que já conquistamos. O procurador geral tem que ser de carreira e quanto à possibilidade do procurador em advogar, apoiamos totalmente o que for defendido pela classe. É um compromisso”, respondeu Cláudia.

Presentes na ocasião, a vice-presidente da APE/AL, Eloína Braz, e o diretor da entidade, Romany Cansanção, parabenizaram a conduta da candidata durante a campanha. “Meu pedido é que façam da OAB um palco de lutas pela cidadania e pelas prerrogativas”, acrescentou a vice-presidente.

Próximos debates

O ciclo de debates continua na próxima terça-feira (30), com Raquel Cabús (Chapa OAB Para Todos). Na primeira terça-feira de novembro (06), o candidato Marcelo Brabo (Chapa Mais OAB) será o entrevistado. Na quinta-feira (08) o encontro será com o advogado Welton Roberto (Chapa Prerrogativa é a Ordem) e, na terça-feira (13), Thiago Bomfim (Chapa Renova OAB) apresenta suas propostas.