O site Repórter Alagoas traz uma declaração do presidente estadual do PSOL, Mário Agra, sobre a acusação de compra de voto envolvendo o vereador eleito Guilherme Soares, que foi afastado do partido e enfrenta um processo de investigação.
Agra afirma que não há provas ainda contra Soares. Ora, a pergunta que se faz então é: diante disto o afastamento foi a medida correta? Mais do que nunca Soares parece ser - como já afirmei neste blog anteriormente - apenas um pivô de uma crise maior dentro do partido, desde o resultado das eleições deste ano.
Claro que não se trata de inocentar ou culpar Soares. O PSOL tem mesmo que buscar se posicionar diante de denúncias contra seus membros. Porém, se posicionar dentro de trâmites legais e que respeitem o amplo direito ao contraditório e de defesa. Sem ações que sejam sumárias.
Haja vista os traumas ainda acumulados de episódios recentes, que - ressalto - tiveram outras circunstâncias. Em outras palavras: pensar no partido. E se aparecerem provas ou fortes indícios contra Soares? Aí, que ele pague pelo que aparecer, evidentemente. Ora, como bem já disse a vereadora Heloísa Helena (PSOL): quem for podre que se quebre.
A verdade por si será um castigo. Logo, se Soares - diante de indícios e provas - for comprovadamente culpado, que PAGUE! Que não tenha um dia de mandato. Mas, sem provas - como coloca Agra - o que fazer? Uma fogueira.
Mário Agra chamou atenção para o nível de detalhamento das denúncias. Em sua visão, eis o que sustenta as medidas tomadas. Ele classifica o detalhamento como “impressionante”. E diz que pode chegar ao partido vídeos e fotografias que teriam flagrado o suposto cometimento de crime eleitoral pelo candidato. Se chegar, é um outro passo. Aí sim, o partido age com todo o respaldo.
Mas, da forma como se encontra, parece tudo ter conotações bem maiores do que a investigação contra Soares. As declações de Agra foram dadas a Gazeta de Alagoas.
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