Como era esperado, o presidente da União dos Vereadores de Alagoas, Hugo Wanderley (PDMB/Cacimbinhas), se posicionou oficialmente sobre a PEC 35/2012 que acaba com o salário dos vereadores de municípios com menos de 50 mil habitantes. Como disse em post anterior, o tema vem provocando temores na maioria dos edis do Estado de Alagoas, já que mais de 90 cidades seriam atingidas.
De acordo com Hugo Wanderley, a UVEAL vai para a luta contra a emenda, inclusive articulando encontro com senadores. O peemedebista já teve - segundo ele mesmo - um contato direto com o senador Renan Calheiros (PMDB/AL) que, ainda nas palavras de Hugo Wanderley, se mostrou sensível à causa dos edis e pretende discutir o assunto com a bancada peemedebista.
Hugo Wanderley disse que sentiu uma postura favorável à classe por parte de Calheiros, mas que sabe que ainda é preciso a conversa com a bancada. O presidente da UVEAL também destacou a importância de conversar com o senador Fernando Collor (PTB/AL). Quanto a Benedito de Lira, o pepista assinou a PEC e tudo indica que votará para acabar com o salário.
“O Benedito de Lira deveria saber da realidade do vereador e pensar melhor. Afinal, ele já foi vereador”, alfinetou Hugo Wanderley. O presidente da UVEAL disse ainda que a mobilização por parte da entidade já está acontecendo. “Nós nos reunimos com vereadores em Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará e pretendemos organizar uma frente para irmos à Brasília representando os vereadores do Nordeste. Aqui em Alagoas, ainda vamos organizar um grande debate junto aos vereadores”.
Para Hugo Wanderley, tudo indica que a categoria terá os votos de Renan Calheiros e Fernando Collor de Mello. “Não se pode acabar com o salário dos vereadores das cidades pequenas, pois é a classe política que está mais próximo da população. Acabar com o salário é discriminatório com este vereador”, frisou. Uma das colocações de Hugo Wanderley - caro leitor - chama a atenção: “tem vereador que tira do salário para dar ajudar o povo, principalmente quando o município para por crises. O vereador que não faz isto nem se reelege”.
Sobre o tema, o leitor pode fazer sua análise. Já disse aqui e repito: tem vereador que por menos que ganhe, ganha muito por não fazer o que se espera dele. A pergunta é: a medida seria o corte do salário ou a consciência da necessidade de melhor representatividade nos parlamentos-mirins? Sobretudo, no interior do Estado. É um questionamento. O tema abre vertentes que merecem ser analisadas por mais de um ângulo. Com mais de uma voz.
Afinal, a lógica que aqui se aplica aos vereadores, também serve para alguns senadores. Repito: tem senador que por menos que ganhe, ganha mais do que merece.
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