O projeto de lei que corta o número de cargos comissionados da Câmara Municipal de Maceió está em pauta. Deve ser apreciado pelos vereadores no dia de hoje, dia 25. Em relação ao projeto, já há confusão na Casa.

Primeiro: a sessão foi suspensa para saber se existe quorum ou não para a votação do projeto. Neste exato momento, não há edil o suficiente no plenário.

Segundo: a polêmica do próprio projeto em si que reduz de 505 para 239 o número de cargos comissionados da Casa de Mário Guimarães.

Diante da ausência de quorum, Heloísa Helena (PSOL) pediu a suspensão da sessão por 15 minutos para se tentar ter o quorum necessário. Heloísa Helena colocou que foi até a Câmara na expectativa de votar o projeto e sem a “malandragem” de se aumentar os salários, pois - desta forma - não se faz economia alguma, é óbvio!

Vale lembrar que o projeto é de iniciativa da Mesa Diretora, mas nasce em função de decisão judicial que obriga o parlamento-mirim a realizar os cortes. Heloísa Helena concede ainda uma declaração que faz refletir os motivos da polêmica: “meus cargos comissionados (nomeados no gabinete (gabinete na Câmara é metáfora) dela!) trabalham e eu não roubo de ninguém pegando percentuais do salário destes cargos. Eu quero suspender a sessão para tentar o quorum, porque quero votar o projeto”.

O vereador João Luiz (Democratas) também usou da palavra para falar que não pega percentual do salário dos cargos comissionados. Se dois vereadores levantam a questão é porque há de se suspeitar o seguinte: existe quem pega tais percentuais. Fica claro! Resta saber quem é.

Talvez por isso seja tão incomodo reduzir. Talvez por isso seja tão difícil reunir o número mínimo de vereadores em assunto importante e urgente, devido a existência da decisão judicial.

Estou no twitter: @lulavilar