Prisão arbitrária, maus–tratos e humilhação. Assim, através de uma nota de repúdio, o Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) classificou a abordagem de Policias da Força Nacional Militar (FN) com um agente da Polícia Civil, que estava em dia de folga.
De acordo com o presidente do Sindpol, Josimar Melo, as ações consideradas truculentas de militares da Força Nacional chegaram a um servidor público da Polícia Civil, mas é recorrente com os cidadãos alagoanos.
“Eles deram o “azar” de abordarem dessa forma um policial civil, mas, desde 2007 eles cometem esses atos. Podemos citar por exemplo o caso do deficiente mental do Pilar”, disse Josimar.
Após o fato e a comunicação feita ao comando da Força Nacional em Alagoas, reuniões foram realizadas na sede da Delegacia Geral da Polícia Civil. O agente considerado vítima do caso, já fez a denúncia juntamente com a equipe jurídica do Sindpol na OAB, bem como irá participar de uma reunião na tarde desta quarta, na PC, com a participação do delegado Paulo Cerqueira, do comandante da FN em Alagos, Capitão Godrim e o próprio sindicato.
Independente do resultado da reunião, a denúncia já está formalizada e será encaminhada para a Polícia Federal, que é responsável por casos entre as policias civil e militar.
O CASO
Segundo informações passadas pelo policial civil que preferiu não se identificar, com medo de represálias. Ele foi algemado de forma arbitrária por policiais da Força Nacional em um churrasquinho no bairro do Jacintinho. Antes do ocorrido, o policial se apresentou e entregou a Carteira Funcional, o registro de arma e seus documentos. Ao questionar o procedimento, os integrantes da FN algemaram o policial, conduzindo-o até a Central de Polícia. Na viatura, eles pressionaram as mãos do policial por cerca de 10 minutos que provocaram hematomas.
Na Nota, o Sindpol destaca que a "Força Nacional está em Alagoas para ajudar as polícias Civil e Militar a reestabelecer a ordem e a paz no Estado, combatendo a criminalidade, e não para destratar um profissional de segurança pública que zela pela segurança pública da sociedade alagoana".
"A prisão arbitrária do policial desrespeitou a instituição policial e toda a categoria. O ato foi um afronte aos direitos humanos e às legislações brasileiras vigentes", revela o documento.
NOTA DE REPÚDIO
O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) vem a público manifestar repúdio aos integrantes da Força Nacional que, de forma arbitrária, prenderam, maltrataram e humilharam um policial civil, no dia 20 de outubro de 2012, no bairro do Jacintinho, em Maceió/AL.
A Força Nacional está em Alagoas para ajudar as polícias Civil e Militar a reestabelecer a ordem e a paz no Estado, combatendo a criminalidade, e não para destratar um profissional de segurança pública que zela pela segurança pública da sociedade alagoana.
A prisão arbitrária do policial desrespeitou a instituição policial e toda a categoria. O ato foi um afronte aos direitos humanos e às legislações brasileiras vigentes.
Vários alagoanos já foram vítimas dessa prática truculenta da Força Nacional. O Sindpol não tolera situação similar e cobra reparação por parte dos governos estadual e federal para que os culpados sejam punidos, e fato dessa natureza não se repita mais em Alagoas.
A diretoria










