Um levantamento publicado pelo jornal Zero Hora mostra que a cada três dias, um preso morre em cadeias do Rio Grande do Sul devido à precariedade no atendimento de saúde ou assassinado em guerras de facções que dominam os presídios do Estado. Além disso, a redução de vagas nas prisões, em razão de interdições, e o aumento de ações indenizatórias contra o Estado são consequências dos óbitos ocorridos.

Dados da Vara de Execuções Criminais (VEC) de Porto Alegre apontam que, desde 2009, apenas em prisões da Região Metropolitana 255 detentos morreram - 76% por causa de doenças respiratórias. Somente entre 1º e 6 de outubro ocorreram três casos. Dois por doença e um sob suspeita de enforcamento na Penitenciária de Arroio dos Ratos - a segunda vítima na cadeia que começou a ser ocupada em agosto. A Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) afirma ter reforçado a segurança nos presídios para evitar conflitos e mortes por assassinatos entre os detentos. Além disso, está em andamento um projeto de classificação de presos, que separa condenados de provisórios.