É preciso ter muita calma e cuidado ao lidar com o tema, diante do fato dos diálogos ainda estarem sendo levantados sem elementos mais concretos. Mas, o fato é que um dos candidatos à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas, o advogado Marcelo Brabo, destacou a possibilidade de estarem sendo feitos pagamentos de anuidades em troca de votos na campanha pela cadeira “máxima” da entidade.

Brabo diz que ainda não tem as provas, mas se estas caírem em suas mãos, fará a denúncia. De acordo com ele, um advogado o procurou e ficou de passar os dados com maior precisão. Porém - Brabo fez a ressalva - trata-se de um humilde advogado que teme “tubarões” (adjetivo usado pelo candidato). Ora, a denúncia é séria e seria muito bom para o processo que - caso verdade! - Brabo realmente levasse adiante, com todos os elementos em mãos.

Claro que a prática deve ser refutada por todos os candidatos. Veja o que diz Marcelo Brabo: “e ainda tem uma prática nociva, que repudiamos e não adotamos que é o pagamento de anuidades. Estamos acompanhando e em breve notícias. Existe sim! Só depende do colega beneficiado concordar (em denunciar)! Estou conversando com ele. Os custos ditos, para alguns irreais”.

Será que há fundamentos no que é colocado por Marcelo Brabo? A lebre levantada por ele é uma acusação seríssima. O candidato ainda fala dos custos de campanha: “tem integrante de chapa que - sozinho - já aportou quase R$ 300 mil. Já os nossos custos são reais e apenas bancados pelos advogados”. Ora, vi candidatos assumindo compromisso de transparência com os gastos de campanha. Um avanço para a categoria e para os seus eleitores. Aos que assim procederem, meus parabéns. Welton Roberto e Cláudia Amaral tocaram neste tema que é a transparência de forma positiva.

Sobre a denúncia levantada por Brabo, o conselheiro federal Pedro Acioli - que apoia a candidatura de Rachel Cabús - também se posicionou se dirigindo ao candidato: “Marcelo, denuncie a nossa Comissão Eleitoral tal dislate. Mais que isso, levemos também o caso ao nosso Tribunal de Ética. Minha total solidariedade ao colega em questão, ao passo em que coloco-me a disposição deste para os atos necessários”.

Bom, que se for fato que apareçam as provas. Afinal, algo tão grave não pode ficar apenas no campo da suposição, da especulação...enfim... 

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