O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, visitou na tarde deste domingo (14) o bairro da Vila Gilda, na Zona Sul. Serra ressaltou a importância da Represa Guarapiranga para a região e para a toda a cidade, e relatou suas propostas para proteger e despoluir o reservatório que abastece a capital. Serra pretende urbanizar favelas, criar parques em torno da represa e despoluir córregos que deságuam na Guarapiranga.

“A Guarapiranga é uma represa que tem que ser salva porque sua água abastece a população de São Paulo, além de sua importância de lazer dentro da cidade”, disse Serra. Ele lembrou a urbanização realizada pela Prefeitura na Vila Gilda, com a construção de área de lazer, além de obras de saneamento básico.

Serra visitou um complexo esportivo, com quadras de lazer e um gramado sintético, onde bateu um pênalti. O candidato quer construir mais 150 clube-escolas na cidade. O tucano citou ainda a necessidade de investimentos no esporte como opção de lazer e de transformação social, e na educação, como o ensino técnico.

O candidato foi perguntando sobre elevação do tom na primeira semana após o primeiro turno das eleições, que disputará com Fernando Haddad (PT). Serra negou que tenha contribuído para isso. “O que elevou o tom nesta semana foi a condenação que o Supremo Tribunal Federal fez a altos dirigentes do PT e do governo Lula e, portanto, ao próprio PT. A imprensa pergunta, eu respondo a minha opinião”, disse Serra. Neste domingo, Haddad afirmou que não responderá mais aos ataques de seu oponente.

Serra foi questionado se irá explorar a condenação de petistas no julgamento do mensalão. “Quem está introduzindo este tema é o Brasil, não uma simples candidatura aqui em São Paulo”, disse.

O tucano ressaltou ainda a volta da propaganda eleitoral no rádio e na televisão a partir desta segunda-feira (15). Ele acredita que as próximas duas semanas serão decisivas. “Vamos ter uma campanha intensa. Duas semanas muito intensas. São 20 minutos por dia em programas grandes na hora do almoço e à noite, e 15 minutos de comerciais, fora os debates”.