Prefeitos eleitos domingo(dia7) vão administrar verdadeiras massas falidas. Três dias após o pleito, mais de dois mil gestores municipais promoveram uma marcha, em Brasília, de pires nas mãos, em protesto contra os repasses constitucionais
.Há seis meses, o corte linear do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) chega a mais de 40% e em alguns casos a 50%. Tudo porque, para preservar o País dos efeitos da crise internacional, a presidente Dilma reduziu o IPI para compra de veículos novos de 7% para 0%.
Também baixou o IPI na compra de produtos da linha branca (fogão, máquina de lavar, geladeira) e de móveis. Com isso, o Governo deixará de arrecadar R$ 5,5 bilhões. Esta renúncia fiscal afeta drasticamente os municípios, já que o IPI é um dos impostos que compõem o FPM ao lado do IR
.Em Alagoas, muitos municípios estão atrasando o pagamento dos servidores e deixando até de repassar o duodécimo da Câmara dos Vereadores, isso sem falar na paralisação de obras e no atraso do pagamento dos fornecedores.
Se o quadro, hoje, é dramático, em janeiro, com a chegada dos novos prefeitos, que herdarão grandes passivos, pode vir a ficar ingovernável. “Não fosse o equilíbrio das nossas receitas nós estaríamos liquidados”, disse o administrador de empresa, Ediberto Omena,secretária de finanças de Murici, para quem a presidente Dilma não pode continuar adotando políticas perversas para municípios que sobrevivem basicamente do FPM.
A ministra Ideli Salvati recebeu 4ªfeira passada a diretoria da CNM (Confederação Nacional dos Municípios) e prometeu que até o final do próximo mês o governo dirá se pode atender ou não ao seu pedido: “quota extra” do FPM para os municípios fecharem suas contas
Choro 2. – Os prefeitos se queixam de Dilma porque ela fixou o reajuste do salário mínimo e do piso salarial dos professores e mandou a conta para os municípios pagarem. Esses, por sua vez, estão com suas receitas apertadas devido aos incentivos dados à indústria automobilística.
O discurso – Dos pré-candidatos a presidente da República, o único que está falando para os prefeitos é Eduardo Campos (PSB). Ele havia dito a Dilma, lá atrás, que o governo não poderia estar bem com a “prefeitada” insatisfeita.
A presidente Dilma não lhe deu ouvidos e ele pegou o mote da “crise fiscal” dos estados e municípios para tentar transformá-lo em bandeira de campanha.
Hoje na AMA, o prefeito Palmery Neto(PSD) presidente da entidade se reune com os prefeitos de Alagoas.
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