O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, participou no início da tarde deste domingo (14) de uma carreata pelas ruas do Jaçanã, na Zona Norte da capital. O petista citou o Dia do Professor, comemorado na segunda-feira (15), para repetir suas propostas para a educação. Haddad quer implantar a educação em tempo integral nas escolas paulistanas cuja nota no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) for menor que a média do município. Segundo ele, isso evitaria a evasão escolar e a aprovação automática sem aprendizado.

Ele disse ainda que pretende instalar 31 polos da Universidade Aberta do Brasil para a capacitação dos docentes das redes municipal e estadual. “Eles vão pode fazer sua pós-graduação perto de casa porque cada subprefeitura, cada região, terá um centro de formação”.

Quando perguntado se o foco da campanha do segundo turno seria os ataques ao adversário, José Serra (PSDB), ou a exposição de propostas, Haddad respondeu que pretende discutir projetos. “Tudo o que eu gostaria de estar fazendo é discutindo propostas para a cidade. Eu fui o primeiro a apresentar o plano de governo, em agosto”.

A repórter de um jornal perguntou a Haddad sobre as críticas feitas por Serra ao chamado “kit gay” (material contra a homofobia que seria distribuído nas escolas, elaborado quando Haddad era ministro da Educação; a iniciativa foi abortada). Na edição deste domingo da “Folha de S.Paulo”, Serra classifica a campanha de “uma coisa desastrada”. Haddad disse que não irá mais comentar “O seu jornal hoje escreve um editorial pedindo pra gente discutir propostas para a cidade. Ontem pediu pra gente não discutir assuntos que não têm interesse nenhum para o município, inclusive esse. Aí você desconsidera a orientação do seu próprio jornal? Vamos falar da cidade. A administração não está bem”.

Haddad foi perguntado se o auxílio creche (subsídio entregue às famílias que não conseguem vagas) seria uma alternativa para o déficit de 150 mil vagas. O petista disse que a experiência em outros países não se mostrou viável. Para ele, a solução seria usar R$ 250 milhões oferecidos pelo governo federal a São Paulo, convênios com creches comunitárias e complementação com recursos do próprio município.os ataques.