“Não é só o fato de ele ter sido preso e sim a questão de fortes indícios do desvio da prática criminosa”. Essa foi a resposta do promotor Alfredo Gaspar de Mendonça, coordenador do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) do Ministério Público, ao ser indagado sobre a reeleição de Toninho Lins para a Prefeitura de Rio Largo. 

O promotor afirmou que em relação às ações propostas pelo MP contra Toninho Lins tem convicção da prática do crime de desvio público. “Temos que entender que a legislação é pífia. Não houve nenhum impedimento para ele se candidatar, uma vez que ainda se está na fase processual, não houve condenação ou decisão por parte da Justiça”, colocou Gaspar de Mendonça, acrescentando que “a vontade do povo é soberana”.

Gaspar de Mendonça ressaltou ainda que o resultado das urnas em Rio Largo passa pela consciência política do eleitorado. “Um eleitor politizado não aceita qualquer coisa, quer sempre o mais correto. Isso mostra um pouco da cultura do povo”, afirmou. “O MP apurou as irregularidades, mas agora a Justiça irá decidir”, frisou

A acusação 

Toninho Lins teve a prisão decretada pelo Tribunal de Justiça por solicitação do Ministério Público e se apresentou no dia 22 de maio.

Investigações do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) apontaram que Toninho cometeu irregularidades na aquisição e venda de um terreno em Rio Largo. Vereadores do município foram presos acusados de participação na transação.