Incrível como o Partido dos Trabalhadores que está na presidência da República com os oito anos do governo Luis Inácio Lula da Silva (PT) e agora os primeiros de Dilma Rousseff (PT) não consegue colocar em evidência os seus tradicionais nomes em Alagoas.
O PT “mais” PT ocupa uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas com Judson Cabral e agora vai fazer seu primeiro deputado federal, Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, graças a ida de Joaquim Beltrão (PMDB) para a Prefeitura Municipal de Coruripe.
Mas é o PT “menos” PT (dos candidatos que pouco possuem militância! Não entro no mérito de se isso é bom ou ruim) que vai firmando êxito nas urnas. A sigla serve de escada? Ou se permite a esta prática? Respostas que cabem aos próprios petistas.
Em 2010, na majoritária, o PT ficou como coadjuvante. Teve candidato a “vice-governador”, mas em uma costura em que opiniões externas foram muito mais influentes para decidir os rumos do partido. Basta olhar as matérias jornalísticas da época.
Agora, com uma composição que esperava eleger nomes como Thomaz Beltrão e Izac da CUT - nomes tradicionais do PT - se tem um resultado semelhante de 2010. Há dois anos chegava ao parlamento-mirim o petista silencioso Marquinhos Madeira, que de longe não tem o perfil do partido (e não entro nem no mérito se isso é bom ou ruim).
Agora, Cléber Costa, que pode ser um bom vereador, diante do que tenho ouvido sobre ele, sobre o profissional da área da saúde e sobre a forma como lida com as pessoas; espero e torço para que seja um bom edil. A Câmara precisa. Mas, Costa também parece distante do PT que se vê mais representado em Beltrão e Izac, ou nome semelhantes (novamente, não entro no mérito se isto é bom ou ruim).
Uma reflexão: será que não é a a hora do PT repensar a si mesmo no Estado.
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