O Flamengo amarga o mesmo problema enfrentado meses atrás pelo Corinthians. A esperança de reerguer Adriano diminui a cada dia na Gávea. Adversários nesta quarta-feira, às 22h, no Pacaembu, flamenguistas e corintianos desembolsaram quantias milionárias para trazer o Imperador, já deram “segundas e terceiras chances” ao atacante após indisciplinas e viram que o gasto na contratação não surtiu efeito em campo.

Ainda sem reestrear pelo Flamengo, Adriano já rendeu R$ 100 mil ao clube carioca. Com salário fixo de R$ 50 mil, e mais uma bonificação de mesmo valor a cada partida que atuar, Adriano só recebeu até agora a primeira parte. E para não fazer nada em campo.

Entre ausências, noitadas, festas na favela e polêmicas fora das quatro linhas, o jogador ainda corre o risco de nem sequer jogar neste ano.

“Nossa preocupação agora é com o ser humano. Queremos recuperar o Adriano psicologicamente. Depois, com calma, vamos ver o que será feito em campo. Ainda não podemos nem ter uma previsão de estreia”, disse o diretor Zinho, reconhecendo a “derrota” no caso e mudando o empolgado discurso inicial.

Nos 11 meses em que ficou no Corinthians, Adriano faturou R$ 4,2 milhões em salários.

Neste período, ele marcou 2 gols e faltou a mais de 50 sessões de fisioterapia. Durante a permanência do atacante no Parque São Jorge (início de 2011 a março de 2012), a diretoria alvinegra ocultava as ausências de Adriano às atividades, tentando evitar mais polêmicas.

No entanto, com o desligamento do jogador do Corinthians e a ameaça do atacante de processar o clube, a diretoria corintiana expôs as constantes faltas de Adriano. O jogador admitiu ter faltado mais de 50 vezes, mas salientou que suas ausências foram previamente avisadas.

“Eu lamento pelo ser humano, pelo amigo. Acho que o problema é muito maior do que o jogar ou não futebol. A questão é que ele consiga se encontrar, ter uma vida feliz, tranquila, com seus amigos. Desejo que se ele voltar ao futebol, que volte para acrescentar. Mas o principal é que reencontre a felicidade”, desejou o zagueiro corintiano Paulo André.