Uma pergunta vem sendo feita nos bastidores políticos: as contas deixadas pelo chapão - após o processo eleitoral - serão quitadas por quem? De acordo com estes mesmos bastidores, existem sim dívidas “pesadas” da campanha do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) - que tinha o apoio do prefeito Cícero Almeida (PSD) e dos senadores Renan Calheiros (PMDB) e Fernando Collor de Mello (PTB) - e foi substituído às vésperas pela dupla Jurandi Bóia e Ronaldo Medeiros.
Quem fica com a conta? Como resolver a vida dos fornecedores? Bem, não por este motivo - mas talvez para não serem ligados a um projeto político que afundou - os senadores não estavam ao lado de Lessa quando Bóia e Medeiros foram apresentados aos alagoanos. Collor passou pelo comitê, mas entrou mudo e saiu calado. Renan Calheiros tirou o PMDB de cena. Mosart Amaral não assumiu a cabeça da chapa.
As atenções dos senadores foram para o interior, sem muitas explicações ao eleitor da capital. A solidão de Ronaldo Lessa vem recheada do pós-eleitoral, que deixou um outro recado: campanhas agressivas não mais representam vitória, não mais conquista os eleitores. Sobre as dívidas - ainda no processo eleitoral - Ronaldo Lessa foi questionado pela jornalista Vanessa Alencar do Alagoas24Horas. A resposta foi bastante enfática: “sobre isso, só respondo aos fornecedores”.
É o peso de um jogo bruto que trucida vidas, mata perspectivas e que é feito com muita calma, pois - como todos já sabiam - na disputa por 2012, da qual Rui Palmeira (PSDB), saiu fortalecido, está a base do cenário para 2014. Renan Calheiros também saiu vitorioso: tem 25 prefeituras. O PP também tem as suas. O PSD também mostrou forças. Pois é...
Entre os derrotados, os que estão fora destas perspectivas eleitorais. Se as tiverem ainda, terão que remar tudo novamente. Mas, em mares bem mais bravios, sem tripulação, sem companheiros e sem amigos de infância, época pueril em que se confia em troca de um mísero pirulito.
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