Atualizado às 08h29

Os eleitores de oito municípios alagoanos ajudaram a escolher prefeitos que, pelas mais diversas acusações, já estiveram presos. Rogério Farias (PSD), Gustavo Feijó (PDT), Celso Luiz (PMDB), Lula Cabeleira (PMDB), Arlindo Garrote (PP), Toninho Lins (PSB), Atevaldo Cabral (PMDB) , Jorge Dantas (PSDB) e Marcos Paulo Nascimento (PSD), o Marquinhos, foram escolhidos pela maioria dos votos.

Rogério Farias, eleito na Barra de Santo Antônio, foi preso pela Polícia Federal em 2009 durante a Operação Voto Nulo. À época prefeito de Porto de Pedras, o irmão de PC Farias foi alvo de um mandado de prisão. Rogério foi acusado de crime eleitoral tendo como base um flagrante ocorrido em 2008, quando aconteceram 10 prisões e mais de 80 carteiras de identidade falsas foram apreendidas.

Além de Rogério, a mulher Rume Farias, a filha Joselita Camila Farias (eleita esse ano prefeita de Porto de Pedras), o secretário de Finanças de Porto de Pedras (na gestão de Rogério) Cícero Maciel de Araújo e José Vanderlan de Oliveira Calado, titular do cartório de Registro Civil de Porto de Pedras e secretário de Transportes do município (à época) foram denunciados pelo Ministério Público Eleitoral por compra de voto.

Gustavo Feijó, prefeito eleito de Boca da Mata, foi detido em 03 de outubro de 2010, dia da eleição. Ele foi preso em uma seção eleitoral após ter desacatado um militar do Exército, que estava a serviço no local.

Preso no dia 06 de dezembro de 2007, Celso Luiz é o novo prefeito de Canapi. Ex-presidente da Assembleia, Celso foi apontado pela Polícia Federal como integrante de uma quadrilha que desviou mais de R$ 300 milhões dos cofres da Casa de Tavares Bastos.

Em junho desse ano, por decisão de uma comissão de juízes do Tribunal de Justiça de Alagoas, Celso Luiz e outros réus na ação da Taturana foram condenados ao ressarcimento ao erário público com base no valor do desvio, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos pelo prazo de cinco anos, pagamento de multa civil de R$ 3mil e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos.

Reeleito prefeito em Delmiro Gouveia, Lula Cabeleira foi preso no dia 23 de maio de 2008. Lula foi detido sob a acusação de ter sido o autor intelectual do assassinato do vereador Fernando Aldo, ocorrido em outubro de 2009 na cidade de Mata Grande. A prisão foi decretada pelos juízes da 17ª Vara Criminal da Capital. Em julho deste ano, o Pleno do Tribunal de Justiça inocentou Lula Cabeleira da acusação.

Filho da ex-prefeita de Estrela de Alagoas Ângela Garrote, Arlindo Garrote foi eleito, no último domingo, o novo gestor da cidade. Na sexta-feira (05) antes da eleição, Arlindo e outras duas pessoas foram presos por agentes da Polícia Federal, sob o comando do delegado Felipe Correia. De acordo com a PF, Arlindo tentou impedir o trabalho da Polícia e estava usando um rádio amador clandestino.

Afastado da Prefeitura de Rio Largo por determinação judicial, Toninho Lins foi reeleito. Com a prisão decretada pelo Tribunal de Justiça por solicitação do Ministério Público ele se apresentou no dia 22 de maio.

Investigações do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) apontaram que Toninho cometeu irregularidades na aquisição e venda de um terreno em Rio Largo. Vereadores do município foram presos acusados de participação na transação.

Atevaldo Cabral, reeleito em Ouro Branco, foi preso, em março de 2008, ao tentar escapar de uma abordagem policial da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que realizava uma blitz num trecho da BR 316, em Poço das Trincheiras, no Sertão. O prefeito tinha em seu poder vários documentos de terceiros, entre os quais cartões bancários e do INSS, cópias de carteiras de identidade e várias procurações.

Um vídeo divulgado pela imprensa, em novembro de 2001, trouxe à tona da denúncia do envolvimento do prefeito de Ouro Branco com prostituição infantil. Em janeiro desse ano, o Ministério Público denunciou Cabral por favorecimento à prostituição e exploração sexual de vulnerável.

Jorge Dantas conseguiu vencer a disputa em Pão de Açúcar e também já esteve detido por desvio de recursos. A prisão aconteceu em março de 2005, durante a Operação Gabiru, juntamente com outros gestores sob acusação de desviar verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e de lavagem de dinheiro. O esquema pode ter desviado R$ 1,8 milhão, segundo a PF.

Outro que também foi preso na Gabiru foi Marquinhos, eleito prefeito de Matriz de Camaragibe. Em 2005, ele era o gestor da cidade. Em agosto desse ano, Marquinhos foi condenado pelo Tribunal de Contas da União.