O Salão de Paris, que vai até o dia 14 de outubro, deixa a desejar para quem estava acostumado com as diversas novidades e projeções animadoras sobre o futuro próximo, vistas nas últimas salões. A crise europeia fez com que as montadoras segurassem os investimentos e fossem mais discretas no evento. Contudo, este salão parisiense foi marcado por três carros e mais dois acontecimentos curiosos. Confira os cinco principais destaques do Salão de Paris 2012:
Volkswagen Golf
A sétima geração do VW Golf estreia em Paris e deverá estar nos próximos lançamentos da marca para o mercado brasileiro. O modelo será o primeiro Volkswagen a utilizar a nova plataforma global da empresa, a MQB, que promete mais modularidade. Esta base possibilita utilizar o motor EA211 1.4, de 140 cavalos de potência, a gasolina.
O Renault Clio é o simbolo da nova fase da Renault. O compacto francês entra na quarta geração totalmente renovado e traz as novas linhas da marca e acabamento interno bem mais caprichado.
Pode-se dizer que ele subiu de status -por isso, por enquanto, está descartado para o Brasil. Segundo a Renault, a nacionalização do novo carro geraria um custo muito alto, especialmente para desenvolver um motor flex.
Se fosse importar, ele viraria como um carro de nicho, mas a meta da Renault para o país em curto pazo é vender carros com alta demanda.
A Peugeot revelou o conceito híbrido Onyx, um carro feito com carroceria de cobre e interior de jornal prensado, formando uma nova liga rígida e reciclável, batizada pela montadora de Paper Wood (madeira de papel). O protótipo antecipa as linhas que atualizarão o portfólio da marca em 2013.
Carro elétrico é produto de nicho", setenciou o CEO da Renault, Carlos Ghosn. Se esta frase viesse do número 1 de qualquer outra montadora não causaria espanto. Mas, no caso, ela veio do executivo que mais defendeu a popularização dos veículos com propulsão elétrica. Como as vendas desses modelos não decolaram por causa do alto custo e pela dificuldade para montar a infra-estrutura de abastecimento, Ghosn reconheceu que os híbridos são mais plausíveis. O brasileiro já havia dito, no último Salão de Tóquio, que "carro elétrico ainda é uma poeira [no montante de vendas mundiais]."
A briga por preços baixos chegou ao extremo com a briga entre o CEO do Grupo Fiat, Sergio Marchionne, e o CEO do grupo alemão Volkswagen, Martin Winterkorn. Marchionne reclamou da prática de preços da Volkswagen feita especialmente no compacto Up!, que adotou uma estratégia de grandes descontos por toda a Europa, prejudicando as outras montadoras.
Winterkorn respondeu que o italiano não tinha cacife para liderar a associação europeia das montadoras. Marchionne decidiu, então, convocar o alemão para uma conversa no salão. No fim, os dois fizeram as pazes em público com um abraço no meio do evento parisiense.
